O Mundial Feminino chega ao fim neste domingo com a decisão entre Estados Unidos e Holanda, às 12h (horário de Brasília), e motivos de sobra para celebração. A competição na França foi um sucesso de audiência e visibilidade em todo o mundo, quebrando marcas e superando importantes jogos do masculino.

O público brasileiro demonstrou grande interesse pela disputa, mesmo depois da eliminação da seleção liderada por Marta. A vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica, na abertura no torneio, praticamente dobrou a audiência média daquele horário na TV.

Em São Paulo, foram registrados 19 pontos de audiência na Globo, o que representa 43% dos televisores ligados no canal. Foi um aumento de 9 pontos em comparação à programação normal da emissora às tardes.

A eliminação do Brasil para a França registrou 32 pontos (53% dos televisores ligados), 11 a mais do que a média de maio em partidas do Brasileirão. O sucesso foi tão grande que a Globo decidiu transmitir a final deste domingo na TV aberta.

A Europa também se rendeu ao futebol feminino. Na BBC, uma das maiores emissoras britânicas, a semifinal entre Inglaterra e EUA foi assistida por 11,7 milhões de telespectadores, enquanto a decisão entre Liverpool e Tottenham, da Liga dos Campeões, foi vista por "apenas" 11,3 milhões, de acordo com dados divulgados pela emissora. Ao todo, 50,8% das TVs ligadas na Inglaterra no momento da semifinal estavam sintonizadas no jogo. Foi então a quarta vez que a competição bateu recorde no canal oficial.

Anteriormente, o auge de audiência da modalidade na Inglaterra ocorreu no Mundial de 2015, na derrota da Inglaterra para o Japão, quando 1,7 milhão de pessoas acompanharam o jogo.

Em vários cantos do mundo, a audiência disparou, batendo jogos do masculino. Na Holanda, uma das finalistas, a partida das oitavas, contra o Japão, foi vista por 3,5 milhões de pessoas, número superior à final da Liga das Nações entre Holanda e Alemanha. Nos EUA, o outro finalista, a audiência do canal Fox dobrou em comparação aos dados do Mundial de 2015.

Antes de começar a Copa, a Fifa projetava que 1 bilhão de pessoas assistiriam a disputa. Após os primeiros jogos, admitiu que o número seria maior.

Tradição X Novatas

Tradição e uma nova força do futebol mundial decidem o Mundial da França. De um lado, os tricampeões Estados Unidos. Do outro, a novata Holanda, que busca seu primeiro título mundial, mas chega credenciada pelo título recente da Eurocopa.

As duas seleções chegam com 100% de aproveitamento e prometem um grande jogo pelo que mostraram ao longo da disputa. O destaque fica para o fato de os dois times contarem com mulheres como técnicas, algo raro neste Mundial.

Das 24 seleções que iniciaram o torneio, apenas nove eram dirigidas por mulheres. Jill Ellis (EUA) e Sarina Wiegman (Holanda) são as finalistas. A campeã vai receber US$ 30 milhões (R$ 114 milhões) pelo título.