“Não sou mágico”, “não tenho varinha de condão” e “as coisas não acontecem da noite para o dia” foram algumas das expressões utilizadas por Luiz Felipe Scolari, após o empate em 1 a 1 com o Náutico, neste domingo (25), nos Aflitos, pela 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. 

Neste retorno à Toca, Felipão obteve quatro dos seis pontos disputados pelo time mineiro, até agora. Em duas partidas, ambas fora de casa, conseguiu uma vitória sobre o Operário-PR e um empate com o Náutico. Resultados que, no entanto, foram insuficientes para os celestes deixarem a zona de rebaixamento – a equipe está em 18° lugar, com 17 pontos.

Só que o próprio treinador já previa essas dificuldades para tirar o Cruzeiro do buraco em que se enfiou e pede calma para poder desenvolver seu trabalho. "Não tenho sete dias de clube. Preciso conhecer o grupo, observar as dificuldades e a resposta do dia a dia. Vocês (jornalistas) podem ter suas ideias, mas eu só vou desenvolver as minhas com o tempo", destacou o comandante.

Ele ressaltou ainda que existe um projeto, desenvolvido com a diretoria, mas enfatizou que se trata de um trabalho a longo prazo e que ainda pode oscilar neste começo de trajetória.

"Temos, sim, um trabalho que poderá ser benéfico, com o decorrer do tempo. Não dá para discutir situações agora. Estou conhecendo tecnicamente o grupo. Uma série de detalhes", disse.

E completou, destacando que reforços chegarão: "O que me apresentaram foi um projeto para este ano, o ano do centenário e 2022. Estamos trabalhando com reforços e vamos formar, na medida do possível, uma equipe mais forte para o segundo turno e não correr os riscos que estamos correndo agora".

O Cruzeiro volta a campo na sexta-feira (30), no Mineirão, às 21h30, contra o Paraná, no encerramento do primeiro turno.

Cruzeiro