“Se tivesse uma chapa só, a gente seguiria até dezembro. Mas pagar churrasco para conselheiro, fazer conchavo, ninguém vai perder tempo de fazer isso. Além de nosso tempo dedicado ao Cruzeiro, não vamos ficar fazendo política? Conchavo nós não fazemos”.

A declaração é do empresário Emílio Brandi, que seria o candidato do Núcleo Dirigente Transitório nas eleições do Cruzeiro em 21 de maio. Sua candidatura foi retirada oficialmente neste sábado (4), pois o Conselho Gestor não vê o clube em condições de ter duas eleições no ano e o advogado Sérgio Santos Rodrigues, que também é candidato, não concorda com o modelo de administração atual por tanto tempo e quer que o Estatuto seja respeitado e não aceita um pleito único em 2020, provavelmente em outubro.

Emílio Brandi Conselho Gestor do Cruzeiro

Emílio Brandi retira sua candidatura à presidência do Cruzeiro por achar que o clube não tem condições de passar por duas eleições em 2020

“A gente queria ver se o Sérgio desistia, mas ele não aceita e assim achamos melhor retirar a chapa. Estão falando que deve aparecer outra chapa para bater com ele. Ele poderia ter usado o bom senso e aguardar outubro, mas quer ser presidente de qualquer maneira. Falamos com Zezé e Alvimar (Perrella), que estiveram com a gente. O mais prudente seria uma eleição única, mas não foi possível”, revela Brandi, que é sobrinho do ex-presidente Felício Brandi.

Apesar da data de saída definida, pois em 31 de maio o Conselho Gestor deixa o Cruzeiro, já que o presidente eleito dez dias antes toma posse em 1º de junho, Emílio afirma que quem entrar pegará o clube em situação bem melhor da encontrada por eles no final do ano passado: “Espero que a gente já tenha resolvido a Fifa (o Cruzeiro tem dívidas que chegam a quase R$ 60 milhões) e deixar a folha de pagamento em dia. O próximo presidente vai pegar o clube bem melhor. O mais difícil foi tirar aquela turma de lá”.

Diante de um cenário que não contempla o que o grupo pensa para o futuro cruzeirense, Brandi resume: “deixa o Zezé (Perrella), Alvimar (Perrella), Gilvan (de Pinho Tavares) e Família União (grupo da base de Wagner Pires de Sá) apoiarem ele”.