O presidente da Chapecoense, Plinio David de Nes Filho, o Maninho, saiu de campo revoltado com a derrota por 3 a 1 para o Goiás, na última segunda-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista após o jogo, ele esbravejou contra o árbitro mineiro Igor Junior Benevenuto de Oliveira e revelou que vai pedir a anulação da partida. A principal reclamação foi o pênalti marcado aos 32 minutos do primeiro tempo, em um suposto toque de Márcio Araújo em Léo Sena.

"Uma arbitragem despreparada prejudicou a Chapecoense no pênalti que não existiu e depois ele deveria consultar o VAR no cartão vermelho, assim como foi com o Nikão, em São Paulo, quando anulou a expulsão. Vai ver que ele entrou na bola e pegou o jogador depois. Viria que merecia o cartão amarelo", reclamou.

O cartão vermelho citado pelo presidente saiu aos 19 minutos do segundo tempo, em uma falta dura de Bruno Pacheco em cima de Michael. O lateral-esquerdo perdeu o tempo da bola e acertou a canela do adversário, que ficou no chão rolando de dor. O árbitro de vídeo (VAR) analisou o lance, mas concordou com a marcação de Igor Junior Benevenuto de Oliveira.

"Desta maneira, a gente não pode fazer um futebol sério. O futebol está comprometido pela falta de competência. Estamos solicitando o cancelamento da partida pelos erros que ocorreram aqui no jogo de hoje (segunda-feira). Alguém tem que começar a tomar atitude. Falo do despreparo do árbitro e de quem opera o VAR", completou o presidente da Chapecoense.