Muito se esperava do badaladíssimo UFC 148, que teve como luta principal a revanche entre o brasileiro Anderson Silva e o americano “falastrão” Chael Sonnnen na madrugada de sábado (7) para domingo (8). Mas nem tudo ocorreu como a maior organização do mundo de Artes Marciais Mistas (MMA) queria.

Depois de atingir a marca de maior bilheteria da história do UFC em Las Vegas e dar à Rede Globo sua maior audiência com eventos de MMA, o UFC não alcançou o recorde de vendas de pay-per-view. Segundo o jornalista norte-americano Dave Meltzer, editor da revista ‘Wreslting Observer’, o presidente do UFC, Dana White, está desapontado com a venda de pay-per-view do UFC 148.

Na “revanche do século’, o Aranha não tomou conhecimento do americano e venceu com um nocaute técnico, no segundo round. Contudo, o evento vendeu pouco mais de um milhão de assinaturas ao redor do mundo. Número insuficiente para o mandatário do UFC, que acreditava em um número bem maior.

Segundo o site Bloody Elbow, Dana White mandou uma mensagem de celular para Dave Meltzer comentando com desprezo a taxa de compras no pay-per-view atingida pelo UFC 148. Meltzer é especialista em wreslting e MMA e acompanha o Ultimate Fighting Championship desde a primeira edição, em 1993.

Com isso, o recorde de vendas do UFC na TV segue sendo da edição número 100, realizada em novembro de 2009, quando houveram duas defesas de cinturões. O peso-pesado americano Brock Lesnar derrotou o compatriota Frank Mir, em uma revanche, e o meio-médio canadense Georges St-Pierre bateu o brasileiro Thiago ‘Pitbull’ Alves.

O evento ainda contou com grandes nomes como Dan Henderson, Michael Bisping , Jon Fitch, Mark Coleman e Stephan Bonnar. O atual campeão dos meio-pesados Jon ‘Bones’ Jones também figurou naquele card, mas ele ainda era apenas um jovem talentoso em ascensão, longe de ser badalado como hoje. O UFC 100 foi comprado por mais de 1 milhão e seiscentos mil lares.

Se fora do país o evento não foi um sucesso absoluto, no Brasil o UFC 148 rendeu à Rede Globo sua maior audiência com eventos de MMA, além de dar ao canal Combate boas cifras. De acordo com o jornalista Lauro Jardim, colunista da revista Veja, foram vendidos cerca de 150 mil pacotes de transmissão do evento, superando os 105 mil pacotes da luta Anderson x Belfort, de 2011, na “Luta do Século”. Ainda segundo a coluna, o canal faturou 7,5 milhões de reais com a transmissão.