Quando Neymar e Suárez estrearam pelo Barcelona, em 2013 e 2014, respectivamente, Messi já era o principal jogador do planeta. As indicações à Bola de Ouro e ao prêmio de Melhor Jogador da Europa no ano passado, contudo, davam provas de que o brasileiro e o uruguaio não estavam mais ali como meros coadjuvantes. Nesta semana, os dois atacantes voltam a se encontrar vestindo uniformes diferentes, agora ocupando ao lado do argentino o patamar mais alto do futebol.

As camisas 11 e 9 do clube catalão serão trocadas pelos tradicionais mantos de Brasil e Uruguai nesta sexta-feira (25), às 21h45, na Arena Pernambuco. E a presença dos craques certamente foi fundamental para que o público esgotasse os 44.730 ingressos colocados à venda para o clássico, válido pela quinta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Nesta temporada, os números mostram que o driblador Neymar e o finalizador Suárez saíram da sombra de Messi para dividir o protagonismo nos recordes e campanhas avassaladoras (veja o gráfico). Cada um com seu estilo, foram decisivos nos títulos do Mundial de Clubes e da Supercopa da Europa, e ainda na classificação do clube para as quartas de final da Liga dos Campeões.

No segundo semestre de 2015, a dupla já havia alcançado o inimaginável ao fazer a torcida “se esquecer” do ídolo maior durante a lesão que o tirou de combate por pouco mais de um mês. O melhor do mundo voltaria a campo no segundo tempo do clássico contra o Real Madrid, porém sem nenhuma pressão, depois de os dois colegas terem marcado na goleada por 4 a 0 em pleno Santiago Bernabéu.

Marcas históricas

Na semana passada, todos os integrantes do “MSN” balançaram as redes na vitória por 3 a 1 sobre o Arsenal, pela Champions. Com estatísticas parecidas (Messi marcou 33 vezes em 31 jogos), eles já anotaram juntos 106 gols, restando três meses para o fim da temporada. Em 2014/15, o trio já havia ultrapassado a marca dos 100 tentos, estabelecendo novo recorde no futebol europeu (122 ao todo).

“Me atreveria a dizer que é o melhor ataque da história. Reunir três jogadores deste nível técnico individual e conseguir que criem tantas situações de gol, tenham tanta solidariedade e levem o time a esses números... Não acredito que isso já tenha acontecido”, avaliou o técnico Luis Enrique.

Reencontros

A partida será a primeira de Suárez pela seleção desde a pena recebida na Copa de 2014, pela mordida no zagueiro italiano Chiellini. O uruguaio já enfrentou o colega brasileiro no clássico uma vez, sem grandes atuações de ambos: vitória do Brasil por 2 a 1, no Mineirão, na Copa das Confederações de 2013.