Aquilo que atormentou Alerrandro e Ricardo Oliveira ao longo de grande parte da temporada – e culminou na perda da titularidade a ambos – começa a bater à porta do argentino Franco Di Santo: a escassez de gols. É verdade que a série de partidas sem marcar ainda não é tão grande – são três jogos consecutivos –, mas já começa a incomodar o centroavante. E detalhe: os três gols que marcou até agora não foram capazes de colocar um sorriso no semblante de cada torcedor alvinegro.

Apesar da garra de sempre e de incomodar os zagueiros adversários, Di Santo não teve muito o que comemorar nas vezes em que balançou as redes. Dois de seus gols ocorreram em derrotas do time no Campeonato Brasileiro, para Botafogo (2 a 1), fora de casa, e Grêmio (4 a 1), em pleno Independência. Já na Sul-Americana, na única vez em que anotou um tento em um triunfo de sua equipe, o resultado não foi o suficiente para uma celebração: o Colón superou o Galo nos pênaltis, após os mineiros vencerem no tempo normal por 2 a 1, no Mineirão.

O jejum de gols de Di Santo coincide com o fato de que ele ainda não marcou gol pela equipe sob a batuta de Vagner Mancini – três confrontos.

Às 19h30 desta quarta-feira (30), contra a vice-lanterna do Brasileirão, a Chapecoense, no Independência, ele tentará dar fim ao jejum de gols e, ao mesmo, comemorar uma vitória do Atlético. “O clube confia em mim, e quero retribuir. O Atlético e uma mudança na minha história”, dizia o atacante argentino.

Di Santo

Ele está ciente de que a prioridade é o time mineiro ganhar para afastar ainda mais a ameaça de rebaixamento. O Galo entra na disputa da 29ª rodada da competição nacional em 12º lugar, com 35 pontos, seis à frente do clube que abre a zona de rebaixamento, no caso, o arquirrival Cruzeiro.

* Colaborou Hugo Lobão