Quando Rogério Ceni chegar à Toca II, terá que apagar alguns incêndios e fazer com que vários jogadores melhorem de rendimento dentro de campo. Como cada caso é um caso, há atletas que precisarão evoluir em aspectos físicos – como Thiago Neves – ou técnicos – vide Egídio. E outros que precisarão de cuidados na parte psicológica. Sim, se você pensou em Edilson, acertou!

Nesse domingo (11), na Ressacada, o Cruzeiro perdia por 2 a 1 quando o lateral-direito, recém-recuperado de lesão, protagonizou mais um ato imprudente, ao xingar o juiz Paulo Roberto Alves Júnior. A consequência foi mais uma expulsão na carreira, sua segunda neste Brasileirão.

O árbitro registrou na súmula da partida – que terminou com empate em 2 a 2 – que se sentiu “ofendido na honra e na moral”. O lateral já havia recebido um amarelo por uma falta e acabou avermelhado depois da suposta ofensa.

Não é a primeira – e nem a segunda – vez que Edilson se envolve em uma polêmica com a camisa azul e branca. Neste Brasileirão, provocou um tumulto na partida vencida pelo Internacional, por 3 a 1, no Beira-Rio, no dia 12 de maio, em função de um cotovelada aplicada em Nico López. Jogadores do Colorado cercaram o camisa 2 naquela ocasião após o lance ríspido.

Mas os dois principais episódios negativos de Edilson na Raposa se deram em 2018. O primeiro, na final do Mineiro, quando "provocou” a expulsão de Otero. Com o título garantido aos celestes, o lateral disparou contra o armador atleticano: “Quem é Otero? Seleção venezuelana. Não é porra nenhuma”.

O discurso do lateral provocou repúdio de torcedores de todo o país. Muitos o classificaram como frases de cunho xenofóbico.

Em maio do mesmo ano, em entrevista para o programa Bola nas Costas, da Rede Atlântida, em Porto Alegre, ele disse que tinha intenção de voltar ao Grêmio “o mais rápido possível”. A frase provocou a ira de grande parte da China Azul. Por meio das redes sociais, o ala pediu desculpas e afirmou estar feliz no Cruzeiro.

Como ficou evidente, em pouco mais de um ano e meio, Edilson demonstrou desequilíbrio psicológico dentro de campo e destilou frases infelizes fora das quatro linhas. Fica o alerta para o lateral, que precisa jogar mais para ajudar sua equipe em vez de prejudicá-la.