Mozart está no Cruzeiro há pouco mais de dez dias e deixou claro, em tão curto período, que não compartilha da mesma opinião de Felipe Conceição com relação ao elenco celeste (o que, obviamente, condiz com a decisão da diretoria de ter buscado outro treinador). Isso fica notório tanto nas escalações e esquemas táticos da equipe, como também na questão de reforços.

Enquanto Conceição, pouco antes do início da Série B do Brasileiro, afirmava que o time estava pronto para a disputa do campeonato e que, a priori, não necessitava de contratações, embora estivesse atento ao mercado, o atual comandante da Raposa se mostrou a antítese do pensamento de seu predecessor em várias situações.

Tanto é que o Cruzeiro, enfim, vem se movimentando nos bastidores em busca de contratações. Muito em função das observações feitas por Mozart. “Já temos um elenco muito qualificado, falei isso desde o primeiro dia, e confirmo. Prova disso é o que estamos produzindo. Mas todo jogador que chegar para qualificar ainda mais esse elenco será bem-vindo”, disse.

Ou seja, Mozart ressaltou que o plantel, em sua visão, já tinha pontos positivos, mas que, nas entrelinhas, era necessário angariar reforços.

Preteridos

Além disso, o atual técnico celeste pediu o retorno do meia Giovanni, preterido por Conceição e que estava emprestado ao Avaí. Outro que perdeu espaço no clube mineiro e que, curiosamente, chegou com o aval de Felipe, foi o armador Marcinho, que em três partidas sob a tutela de Mozart, soma um gol e uma assistência.

O treinador cruzeirense também destacou que há chances de utilizar Marcelo Moreno, pouco acionado por Conceição – nesta temporada, o boliviano atuou em cinco embates e marcou um gol pelos azuis.

Mozart, inclusive, já projeta situações de jogo para o centroavante. “Eu acredito que sim (que ele possa jogar) no 4-3-3 ou 3-4-3. O Marcelo te dá ainda a opção de uma bola um pouco mais longa, um pouco mais alta, principalmente para preparar aos jogadores que estão de frente, porque ele tem uma estatura importante. Então, ele é um atleta que suas características vão se adaptar aos dois sistemas, sem problema”, disse.

Felipão?

O zagueiro Ramon ratifica as diferenças existentes entre Mozart e Conceição e acredita que a filosofia do técnico vigente se assemelha ao estilo de Luiz Felipe Scolari, último comandante do Cruzeiro na temporada 2020. 

“Todo treinador tem seu estilo de jogo. (...) A gente tenta se adequar o mais rápido possível, mesmo com pouco tempo de treinamento, jogo atrás de jogo, colocando em prática nas partidas. E no início dele (Mozart) aqui, a gente conseguiu fazer o que ele pediu”, comentou o defensor.

A esperança da China Azul, porém, é a mesma quando Conceição esteve à frente da Raposa: fazer com que o time melhore consideravelmente e conquiste uma vaga na Série A.

Cruzeiro

Na Série B do Campeonato Brasileiro, Felipe Conceição comandou o Cruzeiro em duas derrotas; Mozart, em uma vitória, um empate e um revés