MOSCOU - Com um banho de água, champanhe e cerveja, Didier Deschamps teve de trocar de roupa pela terceira vez após o apito final da Copa do Mundo. Festejado pelos jogadores durante a coletiva de imprensa, o comandante da França comentou como é igualar um feito raro no futebol: ser campeão mundial como jogador e treinador.

Deschamps era o capitão da França no título de 1998 em cima do Brasil. Naquela Copa, o técnico brasileiro era Mário Zagallo, que tentava o bicampeonato do Mundial na função de treinador, tendo somado três títulos como jogador e um ocupando o cargo de coordenador.

Além do brasileiro, Deschamps também repetiu o feito de Franz Beckenbauer. O Kaiser foi o líder da Alemanha na Copa de 1974. Apenas 16 anos depois, aos 45 anos, treinava os germânicos na Copa de 1990.

Apesar de não gostar de falar sobre feitos pessoais, Deschamps não teve como fugir do recorde alcançado. Ao citar os dois colegas do "clube", elogiou o futebol de ambos nos tempos de jogador. Beckenbauer sempre foi reconhecido como um dos melhores de todos os tempos, já Zagallo era coadjuvante com as chuteiras nos pés.

"É um grande privilégio para mim, eles eram melhores tecnicamente no campo. Mas eles eram dois ótimos jogadores, eu não era tão bom. É um orgulho, mas acho que isso é secundário. Eu sou muito feliz de ver os meus jogadores campeões", afirmou Didier, um ex-volante marcador campeão pela Juventus da Champions de 1996.