O empate por 1 a 1 que garantiu o bicampeonato mineiro ao Cruzeiro é a maior “vitória” do clube e de Mano Menezes no Independência considerando-se todas as fases do estádio. É a terceira volta olímpica da Raposa no Horto, sendo que a última foi pela conquista do tricampeonato em 1961, com uma goleada por 3 a 0 sobre o Bela Vista de Sete Lagoas em 1º de abril de 1962, pois na época era comum o Estadual invadir a temporada seguinte.

O primeiro título cruzeirense no Independência foi sobre o Atlético, também com um empate, por 0 a 0, em 22 de janeiro de 1961, resultado que garantiu, com uma rodada de antecedência, o bicampeonato na edição de 1960. A competição era por pontos corridos.

Os dois resultados não se comparam ao 1 a 1 deste sábado (20) por tudo que compunha o ambiente do jogo que decidiu o Campeonato Mineiro de 2019. E o maior personagem neste aspecto é justamente o técnico Mano Menezes, que ergueu sua quarta taça na Toca da Raposa II num trabalho de menos de três anos.

O Horto sempre foi “maldito” para o comandante celeste. A partida deste sábado foi a 47ª de Mano comandando o Cruzeiro no Campeonato Mineiro. E ele sofreu apenas duas derrotas em toda essa trajetória de três edições consecutivas do Estadual. Ambas no Independência e em partidas que valiam o título. Em 2017, saiu derrotado e vice-campeão perdendo por 2 a 1. No ano passado, a ida da decisão foi 3 a 1 para o Galo, com a Raposa garantindo a taça com um 2 a 0 no Gigante da Pampulha.

Os dois resultados tiraram a invencibilidade do time de Mano Menezes no Mineiro. Agora, uma derrota teria o mesmo significado, mas o gol de Fred garantiu a maior “vitória” cruzeirense e de Mano Menezes no Independência.