O fim do 'Olê Marquês': há 10 anos, o Xodó da Massa fazia último jogo como atleta profissional

Alexandre Simões e Henrique André
@jornalhojeemdia
04/05/2020 às 16:56.
Atualizado em 27/10/2021 às 03:25
 ( Carlos Roberto/Arquivo Hoje em Dia)

( Carlos Roberto/Arquivo Hoje em Dia)

“Olê, Marquês, olê, Marquês!”. Esta saudação faz parte da história do Atlético e era cantada pela torcida para um dos maiores ídolos da história alvinegra, o ex-atacante Marques Batista de Abreu, o Marques. E ela foi ouvida pela última vez, com ele em campo com a camisa atleticana, há exatos dez anos.

Em 5 de maio de 2010, o Calango, um dos vários apelidos do atacante, teve seu último ato como atleta do Galo. Três dias após conquistar o Campeonato Mineiro e marcar o gol do título, o último dos seus 133 pelo clube, nos 2 a 0 sobre o Ipatinga, no Mineirão, ele entrou em campo no segundo tempo, no lugar do lateral-esquerdo Júnior, numa partida contra o Santos, na Vila Belmiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

A derrota por 3 a 1 fez da despedida de Marques algo amargo, pois o Atlético foi eliminado da competição. Mas não apagou a grande história construída pelo Xodó da Massa.

Contratado ao São Paulo, no segundo semestre de 1997, depois de ser revelado pelo Corinthians e ter uma passagem apagada pelo Flamengo, foi com a camisa do Galo que Marques viveu seus melhores momentos e chegou à Seleção Brasileira.

História

Os 133 gols marcados colocam Marques no nono lugar na lista dos maiores artilheiros da história do Atlético. E uma bola na rede inesquecível foi sem dúvida em 30 de setembro de 2001. Na vitória sobre o Goiás, por 2 a 1, no Serra Dourada, ele marcou o milésimo gol do clube no Campeonato Brasileiro.

Na competição, seu grande momento foi dois anos antes. O Galo foi finalista em 1999 apoiado principalmente numa das maiores duplas de ataque dos seus 112 anos, com ele honrando como nunca o apelido de Garçom ao cansar de dar assistências para Guilherme, seu maior parceiro.

A segunda passagem de Marques pelo Atlético foi a mais traumática. Ele chegou ao clube em 2005, retornando do Nagoya Grampus, do Japão, e viveu o rebaixamento para a Série B.

Após nova passagem pelo futebol japonês, defendendo o Yokohama Marinos, a última volta do Messias, sim este também é um dos seus apelidos, foi em 2008, no centenário alvinegro.

E ela terminou com o título mineiro de 2010, em 2 de maio, e com a última partida sendo disputada em 5 de maio, na Vila Belmiro.

Depois de passar pela política, pois foi eleito deputado estadual em Minas Gerais, em 2010, Marques voltou ao futebol. Foi coordenador das categorias de base do clube e depois passou a trabalhar no time principal, de onde saiu no início deste ano, juntamente com o diretor Rui Costa e o treinador venezuelano Rafael Dudamel.

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