Escolhido por Sampaoli para ser o "dono da faixa" no Atlético, o zagueiro Réver também foi pego de surpresa com a notícia de que o clube estava fechando com o meia Thiago Neves, velho conhecido por ser um dos personagens que mais lenha colocava na rivalidade com o Cruzeiro.

De acordo com o capitão do alvinegro, ele ficou sabendo por meio da imprensa e afirmou que os atletas são os últimos a ficar sabendo das coisas.
"A gente não define nada, muitas pessoas mandando mensagem, questionando, cobrando... Mas o futebol não é dessa maneira, o jogador tem que cumprir seus horários, desempenhar o trabalho dentro de campo, e quem tem que resolver isso são os diretores, no caso o Alexandre, presidente, treinador...”, disse o camisa 4 em entrevista à ESPN.

“Como que eu falo 'ah, amanhã não vou jogar em tal lugar'? Infelizmente o futebol não permite isso. Se tem alguém que precisa fazer zoação são os torcedores, eles sim têm esse direito. Agora, nós, como profissionais, atletas profissionais, como que a gente vai ficar fazendo esse tipo de coisa? É muito legal, você pega moral com a torcida, mas e o dia de amanhã? Tu faz dois jogos mal, e a torcida vai lembrar que você ficou dando risada? Não vai”,acrescentou.

Réver, inclusive, também já viralizou na internet com provocações à Raposa, feitas em sua primeira passagem pelo Galo. Contudo, pela declaração, parece ter aprendido que esse não é o caminho correto. Hoje, mais maduro, destaca que isso tem que servir de parâmetro na hora de se analisar a contratação de um atleta.

"A partir do momento que você procura uma contratação, você tem que também ter esse discernimento do que aconteceu, ainda mais se tratando de rivalidade, para que não aconteça algo que nós prezamos tanto, que é a não violência no futebol. Então assim, até que ponto você vai conseguir segurar algo que poderia acontecer? Acredito que nós também temos que ter um pouquinho de bom senso nisso, buscar ter conhecimento das informações", finalizou.