O Cruzeiro enfrentará um adversário complicado e bem conhecido nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. O sorteio dos confrontos definiu o River Plate, da Argentina, o atual campeão do torneio, como adversário da Raposa no primeiro mata-mata da edição 2019. Além da dificuldade pelo duelo em si, o time estrelado terá que superar um inglório tabu para avançar de fase.

É que desde 1976, ano em que venceu o próprio River Plate na final da Libertadores, o Cruzeiro não consegue eliminar um clube argentino em mata-matas da competição.

Após vencer aquela edição da Libertadores, o Cruzeiro esteve frente a frente com clubes “Hermanos” em outras seis oportunidades. E em todas elas ficou pelo caminho, perdendo dois títulos, inclusive.

Logo após a final de 1976, o Cruzeiro decidiu uma Libertadores (em 1977), dessa vez contra o Boca Juniors, o maior algoz argentino da Raposa em mata-matas da Libertadores.

O Cruzeiro perdeu em 1977 nos pênaltis (5 a 4), após 0 a 0 no chamado “jogo desempate”, em Montevidéu, no Uruguai. O Boca Juniors venceu a partida de ida por 1 a 0 em Buenos Aires, perdeu pelo mesmo placar no Mineirão na volta, e por isso foi necessário um jogo em campo neutro para desempatar.

Em 2008 mais uma vez os Xeneizes derrubaram o time celeste, dessa vez nas oitavas de final. Os argentinos venceram os dois jogos pelo placar de 2 a 1, tanto na Bombonera quanto no Mineirão.

Em 2009 uma das quedas mais dolorosas, já que a eliminação culminou com a perda do título para o Estudiantes. Na partida de ida da final um 0 a 0 na Argentina, e na volta um 2 a 1 de virada no Mineirão, que deu aos “Pincharratas” o título naquela edição do campeonato.

Em 2014 e 2015 o Cruzeiro foi eliminado por San Lorenzo e River Plate, respectivamente. Ambos os clubes terminaram como campeões nas citadas edições.

Em 2018 novamente o Boca Juniors eliminou o Cruzeiro, após polêmicas envolvendo a arbitragem. O zagueiro Dedé foi expulso após choque normal de jogo com o goleiro Andrada, que acabou se lesionando, e por isso o árbitro Éber Aquino deu o cartão vermelho para o zagueiro estrelado.

Sobre a partida contra o River Plate nas oitavas de final da Libertadores, o presidente Wagner Pires de Sá comentou: “Para ser campeão não se pode evitar ninguém. Todos os times entram nas mesmas condições. Não nos importamos com isso. Os adversários estão cada vez mais fortes, melhor para nós”, falou o dirigente em entrevista ao canal fechado Sportv.