A manutenção da base do grupo de jogadores que foi campeão da Copa do Brasil de 2018 e a chegada de reforços para as posições mais carentes do time, fizeram com o que o elenco do Cruzeiro se consolidasse como um dos principais do país no início do ano.

As chegadas dos meias Rodriguinho e Marquinhos Gabriel, do lateral-esquerdo Dodô e do atacante Pedro Rocha, além da plena recuperação física de Fred e David supriram a saída do uruguaio Arrascaeta, e encorparam o plantel celeste.

Entretanto, sete meses depois a situação é diferente. Lesões e saídas de jogadores fazem com o que o comandante celeste tenha menos opções para armar a equipe durante as partidas.

Recentemente, deixaram o clube estrelado o volante Lucas Silva, que teve o contrato de empréstimo encerrado, o zagueiro Murilo, vendido ao Lokomotiv Moscou, da Rússia, e o atacante Raniel, negociado com o São Paulo.

Outra perda no elenco é o meia Rodriguinho, que vai passar por cirurgia na região lombar e vai ficar afastado dos gramados por tempo indeterminado.

Rafinha, outra opção muito acionada por Mano nos últimos anos, já havia deixado o Cruzeiro rumo ao Curitiba, em maio.

Opções

O time titular para enfrentar o Atlético, nesta quinta-feira (11), às 20h, no Mineirão, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil deve ter: Fábio; Lucas Romero, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Thiago Neves e Marquinhos Gabriel; Fred.

No banco de reservas, entre as peças ofensivas mais utilizados por Mano no primeiro semestre, deverão figurar os atacantes Pedro Rocha, David e Sassá.

As demais opções para modificar o time durante o duelo são os jovens Popó e Maurício, que foram promovidos ao time principal neste ano.

No setor defensivo, o treinador da Raposa pode ter a necessidade de lançar outras promessas em caso de necessidade.

Com as lesões dos laterais direitos Orejuela e Edílson, o único especialista da posição é o garoto Weverton, que surge como opção em caso de algum problema com o volante Lucas Romero, que vem sendo descolado para atuar no setor.

Na zaga, Fabrício Bruno, Cacá e Edu, todos formados no clube, são os suplentes de Dedé e Léo.

Já entre os volantes, Ederson, de 20 anos e Jadson, que costuma atuar mais avançado, são as alternativas caso Mano precise mexer na dupla formada pelos experientes Henrique e Ariel Cabral.

Apesar das alterações no elenco, o comandante estrelado minimizou as baixas no elenco, fazendo questão de destacar a qualidade das peças que tem em mãos no momento.

“Eu sempre tive comigo que, respeito e agradeço muito quem esteve, mas os principais são os que ficam, os que estão. Não podemos ficar olhando muito para trás. São jogadores que tiveram uma parcela importante, como antes o Sóbis, o Rafinha, Barcos e outros jogadores que saíram. É a ordem natural do futebol, e nós, como treinadores, como comissão técnica, temos que achar as soluções.  Problemas já temos bastante", concluiu o treinador do Cruzeiro, em entrevista coletiva, nessa quarta-feira, na Toca da Raposa II.