Atacada após um estouro de pneu provocar o abandono de Sebastian Vettel nas voltas finais do GP da Bélgica, a Pirelli divulgou um comunicado para se defender, além de aproveitar para criticar as equipes. De acordo com a fornecedora de pneus da Fórmula 1, ela sugeriu a inserção no regulamento de um limite de voltas que pode ser dado com um jogo de compostos, o que acabou sendo rejeitado na época pelas equipes.

No último domingo, Vettel e a Ferrari optaram pela realização de apenas um pit stop no GP da Bélgica, o que deixava o piloto alemão em terceiro lugar, até que o pneu traseiro direito do seu carro estourou, provocando o abandono, o que levou o francês Romain Grosjean, da Lotus, a "herdar" uma vaga no pódio. Após a prova, então, Vettel exibiu toda a sua insatisfação.

"Merecemos terminar no pódio, mas as corridas são assim. Uma coisa diferente, porém, é não terminar a corrida por causa do que aconteceu. Eu acho que isso não é fácil de aceitar para um piloto, mesmo que isso não seja tão ruim quanto em Silverstone há alguns anos. Nós ainda precisamos nos falar, para que isso não aconteça de novo", afirmou Vettel.

Pressionada, então, a Pirelli responsabilizou as equipes pelo problema com Vettel, lembrando que o alemão permaneceu com o mesmo jogo de pneus por 28 voltas, se submetendo ao risco de sofrer um estouro, o que acabou acontecendo.

"Em novembro de 2013, a Pirelli solicitou que devia haver regras para gerenciar o número máximo de voltas que se pode pilotar com o mesmo conjunto de pneus, entre outros parâmetros sobre o uso correto de pneus. Este pedido não foi aceito", afirmou a Pirelli.

Vettel foi o segundo piloto a sofrer um problema pneu traseiro direito no fim de semana do GP da Bélgica. A Pirelli concluiu que o problema com o alemão Nico Rosberg, da Mercedes, provavelmente foi causado por um corte externo no composto.