A Polícia Civil do Paraná planeja colher cinco depoimentos nesta segunda-feira (5) referentes ao caso do homicídio do jogador de futebol Daniel Corrêa. Pela manhã, o delegado Amadeu Trevisan ouviu a esposa e a filha do empresário Edison Brittes Júnior, que confessou ter matado o mineiro de 24 anos. Cristiane e Allana foram presas preventivamente na semana passada por terem testemunhado a tortura submetida a Daniel, sem se manifestar contra o crime.

Durante a tarde, o delegado deve ouvir três homens suspeitos de participação no espancamento e no homicídio de Daniel. Segundo uma testemunha que estava na casa da família Brittes, o atleta teria sido espancado pelo empresário e por outros três homens.

O jogador, que atualmente atuava pelo São Bento de Sorocaba, foi encontrado morto no dia 27 de outubro com sinais de tortura em um matagal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Sua cabeça havia sido quase degolada e o pênis decepado.

As investigações indicaram que Daniel havia ido à festa de 18 anos de Allana, filha de Edison Brittes, e depois seguiu para a casa do empresário. Ele teria sido espancado após ser flagrado na cama com Cristiane. De acordo com Brittes Júnior, o homicídio foi consumado por que o atleta teria tentado estuprar sua mulher.

O corpo de Daniel foi enterrado em Conselheiro Lafaiete na última quarta-feira (31) e a família dele contesta a versão de que o jogador teria abusado de Cristiane. Mas em uma troca de mensagens com um amigo pelo WhatsApp, Daniel havia manifestado a intenção em fazer sexo com Cristiane, mesmo com o marido dela dentro da casa.  

Nascido em Juiz de Fora, Daniel Correa tinha contrato com o São Paulo até dezembro e estava emprestado ao São Bento (Sorocaba), pelo qual disputava a série B do Campeonato Brasileiro. Revelado pelo Cruzeiro, o meia passou ainda por Botafogo, Ponte Preta e Coritiba.

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