Torcer pelo Atlético é um pouco diferente de viver pelo Atlético. Talvez, Sr. Laerte José Balbino, de 80 anos, seja o melhor exemplo disso. Morador de Pedro Leopoldo, município da Região Metropolitana de BH e próximo à Cidade do Galo, há mais de 20 anos ele é visto na portaria do CT, onde aparece apenas para dar as boas-vindas aos atletas e demais funcionários do clube que chegam para mais um dia de trabalho.

Visto também constantemente no Aeroporto de Confins, nos embarques e desembarques da equipe ou de recém-contratados, o torcedor ilustre vive dias difíceis neste período de isolamente social, devido à pandemia do novo coronavírus. Ficar sem respirar o clube do coração, para ele, é um problema sério.

"Está muito triste do jeito que está. Saudade demais dos amigos lá do Atlético. Está em tempo de dar uma depressão na gente", conta Sr. Laerte ao Hoje em Dia.

"Tem também os jogadores que chamam a gente de 'Tiozinho'. Sinto falta deles demais. Quando vão jogar fora, vou lá no aeroporto. Quando voltam, pode ser a hora que for que estou lá no aeroporto esperando. Tudo isso me deixa amolado. Não tenho nada disso mais", acrescenta.

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Outra prova do amor pelo Atlético está nos nomes dos filhos; todos com a letra 'R' no início, em homenagem a Reinaldo Lima, o Rei. Riza, inclusive, ajudou a reportagem a registrar os momentos do pai neste tão lamentado confinamento.