Na data em que é celebrado o Dia Nacional do Amigo, uma família de atleticanos alimenta um sonho para homenagear aquele que, sem dúvidas, foi o melhor de todos para os 'Kassab'. Jogar as cinzas do pai no terreno onde está sendo construída a Arena MRV, neste momento, é o presente que Márian, Isabela e Gabriel desejam concretizar.

Acomentido por um câncer no pulmão, Antônio Issa Kassab morreu aos 56 anos em 12 de junho. Apaixonado pelo alvinegro, ele teve o corpo cremado e, assíduo nos momentos mais tristes e também nos mais importantes da história do Galo, em vida, pôde passar o amor pelo clube para os três filhos.

"Qualquer pessoa que você perguntar o que o  Kassab representa, com certeza falará do trabalho e do Galo. Ele sempre foi muito fanático e nos levava ao estádio desde crianças. Mudamos para Sabará em 1997 e, antes disso ele já nos levava", conta Márian ao Hoje em Dia.

"No antigo Mineirão, ele encontrava com todos os amigos numa barraquinha. Era tão freguês, que a gente às vezes nem pagava. Ficávamos brincando no estacionamento e ele falando sobre futebol", acrescenta.

Após a final de 1999, na derrota para o Corinthians, Antônio  chegou em casa desesperado, chorando, abriu nossas gavetas e queimou todas as camisas do Atlético no terreiro de casa. Na ocasião, falou que nunca mais torceria pro time. No outro domingo, porém, estava lá, com a mesma paixão. No rebaixamento em 2005, o hino cantado no Mineirão, após o empate sem gols com o Vasco, fez com o que sentimento transbordasse. Em 2013, apesar de estar em viagem no título da Libertadores, garantiu o ingresso de Márian, para se sentir representado.

Agora, cabe ao Atlético retribuir tudo isso. No terreno onde nasce a nova casa do clube, pode ser eternizado aquele que, em momento algum, virou as costas para o time de coração.