Os atrasos salariais para atletas e colaboradores se tornaram rotina no Cruzeiro. Diante de mais um momento delicado da equipe na tabela de classificação da Série B do Brasileiro, o questionamento sobre como o presidente Sérgio Santos Rodrigues pretende resolver essa situação é cada vez mais comum. Mas o que de fato a Raposa aponta como solução inicial para as pendências salariais e demais dívidas que seguem aparecendo dia após dia? 

Em longa entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (7), o presidente destacou algumas ações que o clube visa implementar, mas disse também que diversos contratempos têm ocorrido durante o percurso.

Venda de estacionamento

Desde o ano passado, o Cruzeiro tenta vender o estacionamento da Sede Campestre para arrecadar fundos que possam ajudar na quitação de dívidas – tanto aquelas relativas aos salários quanto as da Fifa.

No entanto, Rodrigues revelou que, após a publicação do edital de venda, diversas situações referentes ao terreno precisaram ser regularizadas, o que, segundo ele, têm inviabilizado a ação. A venda de outros imóveis também é estudada pelo clube. 

Patrocínio e ações digitais

Uma outra maneira para tentar colocar os salários em dia é a busca por patrocínio. De acordo com o mandatário, há possibilidade de anunciar um novo parceiro ainda nesta semana. Além disso, o clube aposta em ações digitais como, recentemente, a do Token e o “Cru Pix”, que consiste em estimular a doação de torcedores. 

Clube-empresa 

A transformação do Cruzeiro em S/A é uma das principais promessas da gestão de Rodrigues. No entanto, essa é uma ação que depende, primeiramente, da aprovação de projeto de lei. Nesse momento, o assunto está sendo debatido na Câmara dos Deputados. 

Uma aprovação interna, por parte do Conselho Deliberativo da Raposa, também se faz necessária.

“A gente acredita que, até o fim da semana, lancem o edital para que o Conselho Deliberativo deixe aprovado o registro da constituição da sociedade, que é o que determina o artigo primeiro, parágrafo quinto do nosso estatuto. Isso para a gente antecipar os prazos, porque nosso grande desafio junto à EY, que foi a grande parceira nesse momento de clube-empresa, é de que o Cruzeiro seja o primeiro SAF do futebol do Brasil. Estou animado que isso vá ocorrer muito mais rápido do que a gente imagina”, revelou.

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