Dívidas na Fifa, desempenho em campo, ações trabalhistas e salários atrasados. Assuntos não faltaram na longa coletiva de imprensa que o presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, concedeu em meio ao período turbulento que o clube passa. Com apenas 10 pontos em 13 rodadas, um novo insucesso na tentativa do acesso à Série A trará prejuízo financeiro ainda maior clube, e Sérgio não vem sendo poupado de nenhum lado.

Durante quase uma hora de conversa com os jornalistas, o mandatário defendeu o trabalho do técnico Mozart, ressaltou o que vê de perto o grupo do Cruzeiro empenhado em conseguir um bom desempenho em campo, mesmo em meio aos atrasos salariais, e garantiu que o fato de sofrer muita pressão externa não o faz pensar em não completar o mandato, que vai até 2023.

“Não conseguir o acesso não condiciona (a continuidade do mandato). Quero dizer que estou absolutamente tranquilo. No que me couber e enquanto puder, o conselho quiser, e a torcida entender, é claro, eu vou cumprir até o final de 2023, pelo menos, que o que a gente quer sim. Porque são vários trabalhos que tem que ser feitos ao longo do tempo. O trabalho financeiro, administrativo e jurídico, que a gente vem buscando fazer, apresenta melhoras”, ponderou.

Ainda em cima do tema, o presidente avaliou a relação com o torcedor e o fato de que sofreu rejeição e aprovação em vários momentos do seu mandato e que muitos protestos teriam outro cunho.

“Acho muito curioso falar sobre protesto relevante. Tive a oportunidade de falar disso, é bastante gente, mas protesto com trio elétrico, protesto que dá briga, protesto em que ficamos sabendo que tem ônibus liberado. Então, a gente sabe o cunho que existe por trás. Sobre rede social, eu sou um crítico, de forma reflexiva e geral, de futebol, de política, de tudo. O ambiente que se criou de ódio na rede social, de forma geral. Às vezes incomoda as pessoas quando eu falo isso, mas esse ambiente não reflete os 9 milhões de torcedores. Eu acompanho o Cruzeiro em todo lugar. Tem muita crítica, muita cobrança, mas muita gente que reconhece o trabalho que está sendo feito. Ando tranquilo e de cabeça erguida na rua, porque não vão poder dizer que eu fiz o que fizeram aqui antes”, avaliou.