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Convidado pelo presidente Sérgio Rodrigues, Flávio Boson será o novo superintendente jurídico do Cruzeiro 

O trabalho de transição de governança no Cruzeiro começou nesta segunda-feira (25). Novo presidente do clube e eleito na última quinta-feira, o presidente Sérgio Santos Rodrigues tomará nota junto ao Conselho Gestor das prioridades que precisam de resolução urgente. Dentre esses assuntos estão os salários atrasados e dívidas emergenciais na Fifa. Para isso, nomes de integrantes da nova diretoria estratética estão sendo anunciados pelo Cruzeiro. 

Para auxiliá-lo nesse momento complicado, o presidente Sérgio Santos Rodrigues já definiu nomes para sua equipe. No futebol o ex-atacante Deivid chega para ser diretor técnico e somar ao trabalho de Ricardo Drubscky. 

No departamento jurídico o Cruzeiro confirmou na manhã desta segunda-feira a chegada de Flávio Boson Gambogi para o cargo de superintendente jurídico. Gambogi é bacharel e Mestre em Direito pela UFMG, especialista em Administração Pública pela Escola de Governo da Fundação João Pinheiro e doutorando em Direito Constitucional.

Flávio Boson Gambogi também foi membro de Tribunais de Justiça Desportiva nos últimos 12 anos e, em 2018, indicado pela CBF, também atuou como interventor na Federação Paraibana de Futebol.

Essa mudança indica a saída do advogado Kris Brettas, responsável pelo posto de superitendência com o Conselho Gestor, e que auxiliou no trabalho de recolocação do clube novamente no Profut, o plano de refinanciamento de tributos do Governo Federal. 

O médico Daniel Baumfeld é outro que chegará para somar forças. Daniel retorna ao clube após ter trabalhado no clube durante a gestão Gilvan de Pinho Tavares. Ele havia deixado à Toca II em 2017 alegando divergências com a política de trabalho naquela época. 

O economista André Argolo será mantido no clube. Ele trabalha no Cruzeiro desde a gestão Wagner Pires de Sá. Argolo será o diretor de relacionamento institucional e ficará com a incumbência de trabalhar com os interesses da Raposa junto à Fifa, Confederação Brasileira de Futebol e federações. Com o Conselho Gestor André Argolo exerceu a função de diretor executivo.

O deputado estadual Léo Portela, cruzeirense e diretor do Instituto Palestra Itália, também será colaborador de Sérgio Santos Rodrigues. Portela terá o cargo de superintendente de Relaciomamento Institucional e trabalhará no contato com empresas e com o poder público para defender interesses do Cruzeiro.

Definições

Há ainda detalhes a serem definidos para o retorno de duas peças conhecidas à gestão do Cruzeiro. Divino Alves de Lima, que foi convidado por Wagner Pires de Sá na última gestão, mas abandonou o cargo por discordâncias importantes à época, pode voltar a assumir papel de destaque no clube. 

Vice-presidente executivo financeiro convidado por Wagner Pires, Divino Lima foi convidado por Sérgio Santos Rodrigues para assumir função no clube. 

Divino Lima trabalhou por quase 40 anos no mercado financeiro e fez carreira em bancos. 

Quem também pode voltar é Deis Chaves, que exerceu a função de diretora de projetos incentivados em gestões passadas. Ela deixou o clube no início de 2018. 

Informações antecipadas pelo Globoesporte e confirmadas pelo Hoje em Dia. 

Dívidas e missões complicadas

O Cruzeiro já perdeu seis pontos na tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. A punição acontece pelo não pagamento da dívida pela contratação do volante Denílson junto ao Al-Whada, dos Emirados Árabes Unidos, em 2016.

Há ainda outra dívida emergencial a ser paga até o fim do mês. Trata-se do valor referente ao negócio que envolveu o zagueiro Caicedo, contratado junto ao Deportivo Del Valle, do Equador. O presidente Sérgio Santos Rodrigues precisa quitar R$ 11 milhões para evitar mais punição da entidade que regula o futebol mundial. 

Jogadores e funcionários

O novo presidente também terá que resolver a questão dos salários atrasados de atletas e funcionários do clube. Os Jogadores estão quase com três meses de atraso e funcionários não receberam valores referentes às férias e parte de dias trabalhados antes da suspensão de atividades por causa do coronavírus.