Reintegrado ao elenco do Cruzeiro no final de setembro, com a expectativa de ajudar o pouco efetivo setor ofensivo da Raposa, o atacante Zé Eduardo ainda aguarda a oportunidade de ter uma sequencia com a camisa celeste.

Desde quando voltou à Toca da Raposa II, o centroavante soma apenas 20 minutos em campo, disputados no segundo tempo do empate em 0 a 0 com o Oeste, na 15ª rodada da Série B, única partida em que o jogador foi acionado.

Dos cinco jogos que a equipe estrelada disputou após o jogador ter iniciado os treinamentos com o elenco,  Zé foi relacionado para os três últimos.

Nesse período, o time celeste obteve apenas uma vitória, sofrendo mais duas derrotas e dois empates.

Nos jogos em questão, incluindo a igualdade em 0 a 0 com o Juventude, nessa sexta, no Mineirão, a Raposa balançou as redes em apenas dois duelos - triunfo sobre a Ponte Preta por 3 a 0 e na derrota por 2 a 1 para o Sampaio Corrêa.

Bons números

O que chamou a atenção do técnico Ney Franco, que na época avalizou o retorno de Zé Eduardo ao Cruzeiro, foram os bons números do atacante na temporada.

Antes de voltar ao Cruzeiro, o jogador vinha de uma sequencia de cinco gols nos cinco jogos que havia disputado pelo América-RN.

No primeiro semestre, Zé também havia deixado boa impressão no período em que esteve cedido ao Villa Nova, marcando quatro gols nos cinco jogos que disputou, sendo que iniciou jogando em apenas um deles.

Em comparação, juntos, Marcelo Moreno e Sassá - principais centroavantes do elenco - marcaram sete gols em 42 jogos em 2020. ,

Entretanto, apesar de aprovar a volta do atacante, Ney Franco só utilizou Zé Eduardo em seu último jogo à frente da equipe celeste.

Justificativa

Questionado por não ter dado uma oportunidade a Zé Eduardo diante do Juventude - em detrimento a outras peças que não vem correspondendo -,  o auxiliar permanente Célio Lúcio, responsável pela equipe celeste no duelo, deu sua justificativa.

"Nós temos bons jogadores, mas que requerem uma maturação para jogar em um momento como este do Cruzeiro. E para não queimar esses garotos, nós não podemos colocá-los na arena e deixá-los se queimar, nessa questão de as vezes entrar e não ir bem. Há um processo a se fazer. Tem que ter calma, tem que ter paciência. Como eu conheço bem, conheço bem o Zé (Eduardo), que trabalhou comigo no sub-20, eu optei pelo Moreno pela experiência. Essa foi minha opção, não por descartar os garotos, mas pelo momento", afirmou Célio Lúcio.

Agora, sob o comando de Felipão, que vai reestrear no comando da Raposa na próxima quarta, diante do Operário-PR, Zé Eduardo vai tentar mostrar que pode repetir no Cruzeiro, o bom despenho mostrado nas outras equipes em que atuou em 2020.