A bola parou de rolar, o mercado da bola se encontra praticamente em inércia, mas os bastidores do Atlético começam a esquentar, visando o pleito do final do ano que elegerá quem será o comandante do clube no próximo triênio. Uma forte oposição, inclusive, vem sendo articulada há algum tempo.

Conforme noticiou o UOL na noite desta quarta-feira (1), a chapa da situação (aliada ao atual presidente Sérgio Sette Câmara) poderá ter como adversária uma outra formada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Castellar Modesto Guimarães Fiho, e pelo conselheiro benemérito Luiz César Villamarim, que esperam contar com apoio de Alexandre Kalil.

"Temos um grupo muito forte, coeso, que existe há bastante tempo. Porém, nada que se possa dizer que seja realidade. Uma notícia que não sei de onde veio", comenta Villamarim ao Hoje em Dia. Primo do prefeito de BH, ele foi um dos engenheiros chefes na construção da Cidade do Galo.

"A levada do Atlético não está muito de acordo com o que a gente pensa. Sérgio (Sette Câmara) é nosso amigo, temos um relacionamento bom também. Não diria que existe um racha (entre Sette e Kalil); existe mentalidade e forma diferente de enxergar o clube hoje", acrescenta.

Apesar de enfatizar que ainda não há nada consolidado para a formação de uma chapa de oposição, Villamarim segue a linha de "insatisfação" com rumos tomados pelo Atlético de um tempo para cá. Segundo ele, "algo estranho" parece acontecer no alvinegro.

"Num dia fala-se em não Cruzeirar; no outro gasta 1 milhão com o treinador. Está muito estranho. Não é uma coisa que está redonda", questiona o conselheiro. Ele está no clube desde 1998 e já teve cargo de Diretor de Engenharia nos tempor de Nélio Brant.

castellar

O "líder" da chapa

Procurado pelo Uol para falar sobre a possível candidatura, Castellar não descartou a possibilidade, mas também deixou claro que ainda é cedo para qualquer articulação neste sentido.

"Olha, deixa eu te contar, hoje eu presido o Conselho Deliberativo do Atlético. A possibilidade de exercer ou disputar a presidência do Atlético é sonho de qualquer atleticano. Ainda está distante, não é? Estamos entrando em abril. A eleição é em dezembro. Tem muita água para correr debaixo dessa ponte. É uma perspectiva, alguns colegas citam meu nome, insistem, mas ainda está cedo. Eu sou o procurador-geral da Prefeitura de Belo Horizonte a convite do prefeito Alexandre Kalil, mas pode ser um sonho mesmo. Só está distante. Há muitos colegas na casa, tenho a expectativa, mas está cedo", esclarece.

"O que estou te falando é a realidade. No meio do futebol, ser presidente do Atlético é uma honraria. Todos que passaram por lá sempre tiveram muito prestígio. Presidir o Atlético é um grande sonho. O Atlético, por si só, tem uma torcida empolgante, que tem essa paixão pelo clube. Isso tudo é uma motivação, não posso negar, mas ainda está cedo para discutir isso. Pode ser bem avaliada, mas ainda não é o momento", acrescentou o dirigente alvinegro ao portal UOL.