Atlético e Cruzeiro terminaram a temporada passada com carências em setores distintos, o que pode ser confirmado pelas estatísticas do Campeonato Brasileiro.
Se o Galo alcançou a ansiada vaga na fase prévia da Libertadores, com boas perspectivas de avançar na competição, sofreu, no Nacional, nada menos que 43 gols. A Raposa, por sua vez, não foi tão eficiente em balançar as redes adversárias: marcou 34 gols, terminando com saldo zero e média inferior a um por jogo.

Lógico que o fato preocupa as respectivas comissões técnicas e será um dos aspectos a receber maior atenção na pré-temporada e na montagem dos times. Os caminhos encontrados para solucioná-lo, no entanto, são opostos nos rivais.

No Galo, o setor defensivo passa por uma reformulação, considerando que Leonardo Silva prorrogou o contrato apenas até o fim do Mineiro, quando se despede dos gramados. Criticado pela torcida, Gabriel foi cedido ao Botafogo na negociação que trouxe o promissor Igor Rabello para a zaga alvinegra (ganhando 10 centímetros em estatura).

Além disso, Réver voltou ao clube pelo qual foi campeão da Libertadores em 2013 e da Copa do Brasil em 2014. O único a seguir com perspectivas de continuidade é Iago Maidana que, superada uma adaptação difícil, mostrou capacidade de servir ao técnico Levir Culpi.

No Cruzeiro, por sua vez, a produtividade do ataque sofreu, e muito, com as contusões de Fred e Sassá, ambos submetidos a cirurgia e desfalques por boa parte do Brasileiro. Trazido para tentar solucionar o problema, o argentino Hernán Barcos teve importante papel tático, ajudou a abrir espaços para os companheiros, mas marcou apenas um gol.

Se Rafael Sóbis, que não vinha sendo tão utilizado, deixou o clube, Mano Menezes aposta no material humano que já tinha à disposição, o que também vale para Raniel – o atacante chegou a ter seu nome cogitado no frustrado acordo com o Grêmio que traria Luan para a Toca da Raposa II.

Fred deu uma mostra da tradicional eficiência marcando três gols no Nacional mesmo tendo retornado apenas em novembro. E diante de um desafio importante como a Libertadores, tem tudo para ser útil e fazer a diferença. Com contrato até o meio do ano, Barcos fica se não houver composição interessante com outra equipe.