Durante a live da TV Galo, realizada nesta segunda-feira (23), o presidente Sérgio Sette Câmara abordou diversos assuntos, na companhia virtual do vice Lásaro Cunha. Um deles foi sobre as dívidas atuais do alvinegro, que luta contra o tempo para buscar soluções que minimizem o impacto financeiro que será causado pela paralisação do futebol devido à pandemia do novo coronavírus.

Em relação ao Profut, Sette Câmara afirma que o clube está rigorosamente em dia com as parcelas e diz que o débito atual gira na casa dos R$ 270 milhões. Para ele, o Atlético é um dos poucos clubes do Brasil que estão honrando esse compromisso de forma pontual.

"Temos no Profut uma situação que favorece muito ao clube. Quando aderimos, num trabalho brilhante do (Rodolfo) Gropen (ex-presidente do Conselho Deliberativo) e do Lásaro, conseguimos fazer com que uma parte do dinheiro do Bernard que estava retida, fosse utilizada para antecipar parcelas. Num primeiro momento não queriam aceitar, mas conseguiram reverter. Isso foi muito bom para o clube. Em relação ao Profut, estamos rigorosamente em dia. Temos também os tributos correntes. Nossa situação é boa neste aspecto também. Na assinatura do contrato com a Multipan, para entrada dos recursos que serão utilizados na construção do estádio, entregamos vários documentos, entre eles, uma certidão negativa. Poucos clubes têm essa condição hoje. Em relação à questão tributária, estamos bem. A dívida é de cerca de R$ 270 milhões. Diante da crise que estamos vivendo, pode aparecer até um outro tipo de Profut, que envolva as despesas e os impostos correntes", comentou o mandatário.

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"Já sobre as dívidas na Fifa, elas têm sido honradas o máximo possível. Tentamos esticar o máximo a corda. Temos em vista as causas de Maicosuel e Douglas Santos em torno de 3,2 milhões de euros, que estão separadas graças à parte da venda do Chará. Com esse tipo de dívida não dá para brincar", acrescentou.

Outras dívidas

Vivendo o último ano do mandato como presidente do Atlético, Sette Câmara, além de se preocupar com a montagem de uma equipe vencedora, precisa também administrar as "heranças" de diretorias passadas. Sobre elas, aparecem outras dívidas importantes com empresários atleticanos.

"Outra dívida que temos é com o grupo WRV (EPA). Ela já batia à casa dos R$ 80 milhões com honorários. Fizemos um acordo, por R$ 44 milhões, e colocamos dois ou três milhões em anúncios. Hoje, estamos na casa dos R$ 30 milhões e honrando da melhor forma possível. São pessoas que têm sido muito compreensivas com a gente", revelou o presidente.

"A dívida maior do clube é com o ex-presidente Ricardo Guimarães; muitas vezes atrasamos estes pagamentos, e ele tem sido muito paciente. Fizemos uma antecipação, e o Rubens Menin (MRV) nos ajudou a juros zero. Diante desta situação atual, o que precisamos para chegar no final do ano bem é achar uma fonte de receita mais barata, para negociar uma situação de desconto com credores. Temos algumas sondagens interessantes. Algumas coisas que estavam próximas de acontecer ficaram paradas", finalizou.

Nesta terça-feira (24), será a vez de Alexandre Mattos, novo diretor de futebol, dar as caras na Live da TV Galo.