A competitividade da velha guarda no hipismo não inibe a ascensão de novos talentos no cenário brasileiro. Ainda adolescentes, alguns nomes despontam como colecionadores de títulos e são promessas para a Olimpíada de Tóquio em 2020.

Aos 15 anos, Philip Greenlees é campeão mundial pela Federação Equestre Internacional (FEI) Children 2017. Esse é um torneio com amazonas e cavaleiros entre 12 e 14 anos que realiza seletivas em diversos países para selecionar os 16 melhores conjuntos da categoria. Greenless também triunfou na seletiva do Brasil para a Olimpíada da Juventude, que será disputada em Buenos Aires nesta temporada, em outubro.

Pedro Backheuser foi campeão sul-americano júnior 2017, bicampeão brasileiro Junior 2015/2017 e vice-campeão pelo Brasil na Copa das Nações Júnior 2016, em Wellington (EUA). Tudo isso aos 18 anos.

Essa garotada que está chegando fala com reverência dos cavaleiros experientes. "No ano passado, pude treinar no mesmo lugar que o Rodrigo Pessoa, nos EUA. Isso foi muito importante para mim. É bom ver que posso conviver nesse meio, com os meus ídolos", diz Pedro.

Greenless treina com Felipe Amaral, atual campeão brasileiro sênior top (categoria de rendimento máximo, com saltos de 1,50m e 1,60m) e que vai disputar a final da Copa do Mundo de Salto em Paris entre 10 e 14 de abril. "Eles são ídolos, mas, com a convivência, acabam virando nossos amigos."

Thales Marino, ouro por equipes na categoria pré-júnior do Sul-Americano da Juventude em 2016, tem como treinadores os olímpicos Caio Sérgio de Carvalho e Pedro Veniss, que está em atividade na Europa. "Comecei a ter noção do que o cavalo está precisando, dar mais atenção a ele, algo crucial para ter sucesso nesse esporte", diz o ginete de 17 anos.