O famoso navegador português Pedro Álvares Cabral desembarcou no Brasil em 22 de abril de 1500. O europeu, um dos primeiros a pisar em solo nacional, tinha o mesmo sobrenome de um volante que compõe o atual grupo do Cruzeiro: Alejandro Ariel Cabral. Enquanto o lusitano descobriu o país há mais de meio milênio, o argentino espera para “ser descoberto” por outro português: o técnico Paulo Bento.

Antes protagonista e peça quase intocável no time titular do Cruzeiro, Ariel Cabral ostenta hoje um papel bem mais discreto no clube. Se com Mano Menezes, no ano passado, o argentino era um titular absoluto, atuando em 100% das partidas com o ex-treinador, com Bento a história é outra (veja a lista completa abaixo).

Cabral foi titular em 16 jogos do Campeonato Brasileiro com o gaúcho. Enquanto isso, com o português, entrou em campo apenas quatro vezes. O português já dirigiu a Raposa em 11 oportunidades desde que assumiu o time.

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Ao todo, Cabral atuou em 40 jogos desde que chegou ao clube. E foi em 2015 que o volante somou mais tempo em campo com a camisa cinco estrelas: 1.462 minutos. Foram 18 jogos, sendo dois com Vanderlei Luxemburgo, seu primeiro comandante na Toca, e o restante com Mano.

Seis treinadores trabalharam no Cruzeiro desde que Ariel Cabral foi contratado, em agosto de 2015. Depois do gaúcho, quem mais apostou no argentino foi Deivid. O último treinador da Raposa apostou no argentino em 16 jogos, sendo que o volante atuou como titular em 14 desses compromissos.

“Tem que seguir trabalhando (para voltar ao time). O treinador sabe o que fazer, e as peças que ele deve escolher para escalar nos jogos”, afirmou Ariel Cabral, cujo contrato com o Cruzeiro vai até dezembro de 2018.

Desprestigiado, Cabral não entra em campo desde a oitava rodada do Campeonato Brasileiro, quando o time estrelado perdeu por 1 a 0 para o Flamengo, no Mineirão.

Na derrota para a Chapecoense, na última quarta-feira (29), o técnico Paulo Bento precisou acionar o banco de reservas para substituir Henrique, que levou uma pancada na cabeça e deixou o gramado. E a opção do português foi pelo uruguaio Federico Gino, que não caiu no gosto do torcedor cruzeirense e, ainda por cima, não atuava havia mais de um mês.