Até os 23 anos, o kung fu era a grande paixão do psicólogo Rafael Mourão Melo. Mas, convidado por um amigo, ele conheceu o paraquedismo. Foi paixão à primeira vista. “De lá para cá, não parei mais. E o melhor, transformei minha paixão em profissão. Hoje, vivo em Las Vegas e dou aulas”, conta o instrutor, atualmente com 32 anos.

O paraquedismo foi apenas a porta de entrada para o mundo dos esportes radicais praticados bem longe do solo. Hoje, Rafael pratica também o base jumping e o speed flying. “Não sei falar de outra coisa que não sejam os saltos. Respiro o paraquedismo”, diz o psicólogo, que trocou o consultório fechado pela imensidão do céu azul em diferentes partes do mundo.

De férias em Belo Horizonte, Rafael aproveita o tempo livre para rever familiares e amigos, mas não consegue deixar de lado a adrenalina dos saltos. Na próxima semana, ele vai à região de Castelo, no Espírito Santo, ponto considerado por ele um dos melhores do país para os saltos de penhascos. Nesta passagem pela capital mineira, Rafael tentou fazer alguns saltos de prédios altos e antenas de televisão no Belvedere, mas acabou impedido pela força dos ventos.

Apesar da paixão, o brasileiro ainda não conseguiu contagiar a esposa, a americana, Melanie Star, de 44 anos, com a prática do esporte. Melanie já fez alguns saltos, mas prefere mesmo é ficar em terra firme. E a moça tem participação decisiva na carreira de Rafael. Foi graças a ela que o esportista foi parar nos Estados Unidos, onde transformou o hobby e profissão.

Os dois se conheceram em uma viagem de férias a Caraíva, no Sul da Bahia, e logo se apaixonaram. Pouco tempo depois, Rafael já estava de malas prontas para visitar a namorada nos EUA. Na terra do Tio Sam, ele aproveitou para fazer alguns cursos de paraquedismo até se tornar instrutor.

Tudo conspirava a favor do casal e do esporte. Um amigo brasileiro de Rafael acabou montando uma empresa de saltos nos Estados Unidos e o convidou para ser instrutor. “Há um ano, eu fazia de três a quatro saltos por fim de semana. Agora faço de 15 a 30. A emoção de completar um salto com segurança é indescritível”, garante.

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