Um segundo semestre decepcionante, em que o time fracassou na Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e o no Campeonato Brasileiro ligaram o sinal de alerta no Atlético para 2020.

A necessidade de reformular o elenco e reforçar o plantel para o ano que vem é consenso entre a torcida e a diretoria, que confirma que haverão mudanças no time na próxima temporada.

Nesse cenário, o ataque é o setor que deve sofrer a maior modificação. A saída de jogadores e o rendimento de peças que não corresponderam em 2019 vão fazer com que os mandatários do Alvinegro vasculhem o mercado em busca de alternativas.

Já deixaram o Galo o jovem centroavante Alerrandro, que foi negociado com o Bragantino e o atacante Geuvânio que tem o contrato de empréstimo se encerrando no final de dezembro e que vai deixar o clube após uma passagem apagada, que rendeu apenas um gol e uma assistência em 36 jogos.      

Quem também está muito próximo de dar adeus ao Atlético é Luan. O Menino Maluquinho acerta os últimos detalhes da transferência para o V-Varen Nagasaki, que disputa a segunda divisão do Japão.

Ricardo Oliveira

Veteranos na berlinda

Apesar de terem contrato em vigor para a próxima temporada, dois atacantes que tiveram um segundo semestre muito ruim têm o futuro indefinido no Galo.

Artilheiro do Alvinegro em 2019, com 14 gols, Ricardo Oliveira teve uma expressiva queda de rendimento nos últimos meses e perdeu espaço no time na parte final da temporada, sendo pouco utilizado pelos técnicos Rodrigo Santana e Vagner Mancini.

Com contrato até dezembro de 2020, o Pastor - que não marca há mais de quatro meses - desperta o interesse de outras equipes do futebol brasileiro e pode respirar novos ares ano que vem.

Sobre a situação de Oliveira, a diretoria do Atlético prega cautela, faz questão de destacar o profissionalismo do jogador e disse que vai se reunir em breve com o atleta para definir o futuro do camisa 9.

Quem também tem a permanência no Atlético em xeque para 2020 é Maicon Bolt. Contratado em janeiro cercado de expectativa pela torcida, o atacante não conseguiu deslanchar com a camisa alvinegra.

Em 27 jogos, foram dois gols (o último em abril), cinco assistências e várias atuações apagadas. Com vínculo até o final de 2021 e com um alto salário, Bolt tem a situação indefinida, mas internamente o clube considera difícil uma reviravolta do atleta no Galo.

Chará

Quem também pode deixar o Atlético, mas por outros motivos, é o colombiano Chará. Maior contratação da história do Alvinegro, que desembolsou cerca de R$27 milhões para contratá-lo junto ao Júnior Barranquilla-COL, em 2018, o atacante despertou o interesse do Internacional.

Mesmo sem o brilho que se esperava na sua chegada, Chará teve bons momentos pelo Atlético e tecnicamente faz parte dos planos da diretoria para o ano que vem.

Entretanto, por se tratar de um dos ativos mais valorizados do elenco, e pelo fato de o Galo ainda ter uma dívida com clube colombiano, os mandatários não descartam a saída do jogador em caso de uma boa proposta do Colorado.

Nesse cenário, para o setor, está garantido no Atlético para 2020 apenas o centroavante argentino Franco Di Santo