Em grande fase, Max Verstappen conquistou mais uma proeza na Fórmula 1: após superar o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, o piloto da Red Bull cravou a sua primeira pole position na categoria. Após o treino classificatório para o GP da Hungria, que acontece neste domingo, o holandês admitiu que estava ansioso para largar do primeiro lugar do grid. "Essa estava faltando", disse.

"Eu sabia que era uma questão de tempo. Você só precisa de sorte as vezes. É claro que eu cometi erros e perdi a pole algumas vezes, mas hoje (sábado) eu consegui. As pessoas vão parar de me perguntar sobre isso", comemorou.

A pole veio no 93.º GP de Verstappen na F-1. "O carro parecia bom durante todo o fim de semana. É sempre difícil nas classificações, mas nós conseguimos", comemorou o holandês. "Muitíssimo obrigado à equipe. O carro estava voando, foi incrível. Nós sabemos que, se você puder começar na frente, fica mais fácil de controlar a corrida", disse o piloto, que cravou o tempo de 1min14s572, superando Bottas por 0s018.

Com o feito, Verstappen se torna o 100.º pole position da F-1. Ele também supera o brasileiro Rubens Barrichello e vira o quarto mais jovem a largar na ponta na história da categoria máxima do automobilismo mundial. "Estou muito contente com o resultado, mas ainda temos a corrida, que é o mais importante. Hoje (sábado) foi um dia importante, muito legal e fantástico para o time", comentou o holandês de 21 anos.

Ele também destacou a parceria com a Honda, que começa a colher sucessos após seu retorno à categoria como fornecedora de unidades de potência, em 2015. "Trabalhamos duro para melhorar o motor, para extrair um pouco mais no classificatório. O resultado mostra que podemos forçar um pouco mais, mas dentro dos limites", disse Verstappen, responsável pela primeira pole position de um motor Honda na F-1 desde 2006, quando o britânico Jenson Button largou no primeiro posto no GP da Austrália, pela extinta equipe Honda.

"Continuaremos evoluindo, teremos coisas positivas chegando nas próximas corridas. É claro que estou muito feliz de conseguir a pole, mas também contente pelo time, pelo quão rápido nós mudamos as coisas em relação ao começo do ano, quando estávamos claramente atrás. Agora estamos definitivamente nos aproximando e neste fim de semana nós conseguimos", celebrou o holandês.

A evolução da Red Bull é mais um sinal de alerta para a Ferrari, que começou 2019 como segunda força, atrás da Mercedes. Agora, o time de Maranello sofre forte concorrência da equipe austríaca, que conquistou duas vitórias nas últimas três etapas. Na Hungria, a dupla da escuderia italiana sai atrás de Verstappen e dos dois carros germânicos. O monegasco Charles Leclerc larga em quarto, à frente do companheiro Sebastian Vettel.

Apesar de ter superado o alemão, o piloto monegasco errou na primeira parte do treino classificatório, quando escapou na entrada da reta de Hungaroring e bateu de traseira com a Ferrari. "O erro no Q1 foi desnecessário", comentou Leclerc. "São dois erros em dois GPs, este foi imperdoável. Preciso olhar para essas coisas para elas não acontecerem novamente. Eu tive muita sorte em terminar a sessão".

Entretanto, Leclerc comemorou seu resultado no treino. "Fiquei muito feliz com a volta no Q3", disse. "Obviamente, tomei um pouco mais de cautela no último setor depois do erro, mas, no geral, foi uma boa volta, então não acho que o acidente tenha afetado o resultado final", completou.

O monegasco chegou à quinta sessão classificatória consecutiva superando Vettel. E o alemão se mostrou descontente com o desempenho da Ferrari frente à Red Bull. "Não acho que eles encontraram alguma coisa (diferente). Creio que já estavam rápidos nas últimas semanas, mas claramente há uma desvantagem na parte do motor. Aqui o motor não é tão importante, então... Sabíamos que eles seriam rápidos", avaliou.

O tetracampeão também apontou o motivo da inferioridade da Ferrari em Hungaroring: "downforce", a tão comentada pressão aerodinâmica da F-1. Vettel destacou ainda outra equipe. "Sabíamos que a Mercedes seria forte também, porque contam com o melhor pacote. Não dá para ficarmos felizes estando tão atrás e sem poder intervir nessa luta. Espero que os pneus se desgastem bastante e terminemos com mais do que um pit-stop. De outra forma, será difícil", completou o alemão.