“Vinte e sete minutos do segundo tempo. Luan toca de cabeça para Ronaldinho Gaúcho, que deixa dois marcadores para trás e cruza na medida para Réver marcar o gol da vitória do Atlético sobre o São Paulo, por 2 a 1, na estreia do Galo na Libertadores de 2013”. Começava ali, ante o Tricolor, no Independência, o início de uma trajetória que renderia ao zagueiro, ao fim daquela gloriosa saga, a alcunha de “Capitão América”. E será justamente contra os paulistas, nesta quinta-feira (13), novamente no Horto, que o camisa 4, um dos baluartes da história alvinegra, atingirá mais uma marca significativa: a de 200 partidas pelo clube.

Paulista de Ariranha, Réver havia vestido quatro camisas – Paulista, Al-Wahda, dos Emirados Árabes, Grêmio e Wolfsburg, da Alemanha – antes de o sangue atleticano correr em suas veias e ele, a partir de meados de 2010, dedicar-se de corpo e alma ao clube mineiro, onde colecionou vitórias e conquistas épicas e algumas angústias.

O início não foi nada fácil. Apresentado em 27 de julho de 2010, o zagueiro passou maus bocados com o Atlético naquele ano e em 2011, ocasiões em que o time brigou contra o rebaixamento no Brasileirão – com direito à goleada por 6 a 1 sofrida para o Cruzeiro. O início de temporada seguinte, porém, deu indícios de que sua história no Galo mudaria radicalmente para melhor.

O primeiro título pelo clube foi o Mineiro de 2012, ano em que alvinegro ainda seria vice-campeão brasileiro, consolidado graças a um gol de Réver, o do triunfo por 3 a 2 sobre a Raposa, na última rodada da Série A, e que garantiu a equipe na fase de grupos da Libertadores de 2013. O bom desempenho se metamorfoseou em uma vaga na Seleção Brasileira, campeã da Copa das Confederações de 2013.

No currículo, ainda estão o Estadual e a Liberta de 2013 e a Recopa e a Copa do Brasil de 2014. Nesse último ano, no entanto, ficou marcado por lesões que o impediram de estar à disposição do time por longos períodos. Em janeiro de 2015, deixou o Atlético exaltando sua “grande identificação com o clube”.

O retorno do capitão foi anunciado em dezembro de 2018. Na atual temporada, é titular absoluto da posição.

Contando as duas passagens, Réver (34 anos) soma 199 partidas, sendo 105 vitórias, 44 empates e 50 derrotas, além de ser o segundo maior zagueiro artilheiro da história do clube, com 24 gols, 11 atrás de Léo Silva. O que será que o destino reserva para o “Capitão América” daqui para frente? Talvez o reencontro com o São Paulo, nesta quinta, possa servir de prólogo para mais um capítulo vitorioso.

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