De um lado, raça em campo para vencer o Luverdense amanhã, às 21h50, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Do outro, uma grande torcida por tropeços de adversários diretos na briga por uma das quatro vagas da Série A do Campeonato Brasileiro do ano que vem.

É assim que o América começa a semana, a cerca de 2 mil quilômetros longe de Belo Horizonte. A goleada da última sexta-feira, por 3 a 0, sobre o Avaí, aliada ao mau desempenho de adversários diretos, fez os torcedores do Coelho voltarem a sonhar com o acesso à elite do futebol nacional no ano que vem.

Não fossem os seis pontos jogados no lixo pela escalação irregular do lateral Eduardo, a situação do time seria bem diferente. Mesmo assim, até hoje a diretoria não apresentou o culpado pela lambança. Com 52 pontos, na oitava colocação, o América está a apenas dois do Ceará, o primeiro do G-4, com 54. Boa Esporte, Atlético-GO e Avaí, todos concorrentes diretos, com 53 pontos, perderam na 35ª rodada e ajudaram os mineiros.

Faltando três jogos apenas para o encerramento da competição, o time do técnico Givanildo Oliveira, além do Luverdense, pega a Ponte Preta em sequência fora de casa e fecha a disputa no Independência contra o Sampaio Corrêa.

A delegação embarcou na manhã de ontem para o Mato Grosso. Após a cansativa viagem, os jogadores descansaram e voltam aos trabalhos hoje, quando o treinador define o time.

Dois desfalques são certos. O zagueiro Adalberto levou o terceiro cartão amarelo contra o Avaí e o atacante Obina foi expulso no fim da partida. Renato Santos deve ser a opção do treinador para atuar ao lado de Vitor Hugo, enquanto Júnior Negão assume a vaga no setor ofensivo.

“Mostramos mais do que nunca que estamos vivos na competição. O América tem chances de classificar e é isso que vamos buscar”, garante Givanildo.