Mais do que encarar as esburacadas estradas de terra, o perigoso deserto e as adversas condições climáticas, os brasileiros que deixam Rosário neste domingo, no início da 36ª edição do Rally Dakar, têm outro desafio: terminar a mais famosa prova de rali do mundo colocando o Brasil em uma boa colocação na classificação final.

Ao todo, são seis representantes do Brasil que vão percorrer os mais de 9 mil quilômetros entre a cidade argentina de Rosário e Valparaíso, no Chile, onde será a chegada da prova no dia 18 de janeiro. Pela Honda Racing Rally Team, Jean Azevedo e Dário Júlio competem entre as motos. Nos carros, duas duplas defendem o time Mitsubishi Petrobras: Guilherme Spinelli/Youssef Haddad e Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin.

Dentre eles, Dário Júlio, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin disputam pela primeira vez a competição. E terminar uma prova tão difícil já é um prêmio. "A expectativa é fazer um bom rali. Tentaremos chegar na melhor colocação possível", afirmou Reinaldo Varela. "Espero chegar a Valparaíso sendo um piloto mais completo para ter melhores condições nas próximas competições", disse Dário Júlio.

Enquanto isso, Jean Azevedo, Guilherme Spinelli e Youssef Haddad já sabem o que os espera pela frente. Os três já disputaram o rali outras vezes, como é o caso de Jean Azevedo, que participa da prova desde 1996. "Vai ser a minha primeira vez de Honda e com uma moto nova. A expectativa é grande", afirmou o piloto.

Já Guilherme Spinelli e Youssef Haddad torcem por melhor sorte do que no ano passado, quando uma enxurrada prejudicou a parte elétrica de seu carro. "Esperamos acima de tudo que não enfrentemos o imponderável. Já bastam as dificuldades inerentes ao próprio rali, enfrentar fenômenos naturais não precisa, né?", contou o primeiro deles.