O Instagram confirmou nesta segunda-feira (3) que não foi Neymar que removeu o vídeo em que se defende de acusação de estupro e sim a própria rede social. "O conteúdo foi removido por violar os padrões da comunidade do Instagram", justificou a empresa sobre a postagem, que mostrava imagens de nudez da mulher que acusa o atacante da seleção brasileira de ter cometido o crime.

No vídeo, Neymar mostrava conversas com a mulher, que havia lhe mandado fotos íntimas. O jogador publicou o vídeo com as fotos. Até ser removida, mais de um dia depois, a publicação já tinha mais de 22 milhões de visualizações.

Nesta segunda-feira e no domingo, policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) foram até a Granja Comary, onde Neymar está treinando junto com a seleção brasileira, para apurar informações sobre o caso. O atacante pode ter cometido crime previsto no Código Penal, em seu artigo 218C, que fala sobre a divulgação de imagens de nudez sem consentimento e prevê reclusão de um a cinco anos.

A atitude de Neymar, no entanto, foi defendida pelo pai do atleta. "Não tínhamos uma escolha. Eu prefiro um crime de internet ao de estupro. Mas ele preservou a imagem e o nome. Ele precisava se defender rapidamente. É melhor ser verdadeiro e mostrar o que aconteceu. Sabíamos da chantagem, mas não da coragem de fazer um B.O. em cima de uma situação dessas", disse Neymar da Silva Santos em entrevista à TV Bandeirantes.

O crime teria acontecido em Paris, na França, no dia 15 de maio, em um hotel de luxo da cidade. O Boletim de Ocorrência foi registrado na última sexta-feira. A identidade da mulher que teria sofrido o crime foi mantida em sigilo.

 

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