Nesta sexta-feira (20), é comemorado o Dia da Consciência Negra, data escolhida por ter sido a que morreu Zumbi dos Palmares, um dos negros mais importantes pela libertação do povo contra o sistema escravista. No Brasil, onde o racismo ainda se faz muito presente, mesmo tendo o slogan "País de Todos", a luta pelo fim da discriminação é constante e, felizmente, cada vez maior. Trazendo para o futebol, palco de constantes cenas de injúria racial, podemos usar o preto e o branco vestido pelo Atlético para levantar a tão urgente e necessária bandeira da igualdade.

Como não reverenciar o "Rei Dadá", autor do gol do único título do Campeonato Brasileiro conquistado pelo alvinegro, em 1971, e modelo de luta, superação e simpatia? Como não se curvar ao artilheiro Reinaldo, o Rei, que fez história na década de 1980 e do punho cerrado sua marca contra a ditadura? E como não ser saudoso com os shows de Ronaldinho Gaúcho, adorado nos quatro cantos do planeta e exemplo para milhões de crianças e adolescentes?

Num mundo em que a cor da pele ainda é sinônimo de rótulos e preconceito, o que mais se espera é que, dentro e fora das quatro linhas, o "No Racism" (Sem Racismo) da Fifa seja, de fato, levado à sério e colocado em prática pela sociedade, em qualquer ambiente. Que as pessoas entendam que brancos, pretos, pardos, amarelos e/ou indígenas são simplesmente seres humanos; iguais!

Que fique o exemplo dado pelos atleticanos quando o ex-cruzeirense Tinga foi alvo de injúria, em 2014, durante a partida contra o Real Garcilaso. Dias depois do jogo da Raposa contra os peruanos, faixas de apoio e que falavam em "igualdade" foram levadas ao Independência para o maior clássico de Minas Gerais.

Que cenas como a das ofensas ao segurança Fábio Coutinho - NEGRO! -, proferidas por dois torcedores do Atlético - BRANCOS! -, em 2019, sejam cada vez mais raras, e que o 20 de novembro esteja vivo nos outros 364 dias do ano.