Foi num domingo de Páscoa que o volante Josué começou sua trajetória pelo Atlético. Naquela ocasião, o chocolate aplicado em sua estreia com o manto alvinegro seria o primeiro de muitos que viriam em suas três temporadas pelo Galo.

A data do baile do debutante, ex-Goiás, São Paulo e Wolfsburg, da Alemanha, era 31 de março de 2013, e ela representou um doce início de saga para o meio-campista, presenteado com um dos tentos na goleada por 4 a 1 imposta sobre o Tupi, no Independência, pelo Estadual.

Depois que Réver e Jô estufaram as redes adversárias, Josué marcou o terceiro, aos 13 minutos do segundo tempo. Esse “13” deu sorte ao volante, que ainda viu Ronaldinho anotar mais um naquele dia. Dali para frente, se tornaria mais que um “pé de coelho” para o Galo. Seria importantíssimo para vários momentos épicos da história do clube.

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Mais ‘chocolates’

Entre as várias vitórias acachapantes do Atlético em 2013, tendo Josué em campo (seja como titular ou entrando no decorrer das partidas), estão os 4 a 0 sobre o Boa Esporte na primeira fase do Mineiro, os 3 a 0 em cima do Cruzeiro na final do Estadual e os 4 a 1 para cima do São Paulo nas oitavas da Libertadores.

Nas semifinais e na decisão daquela competição sul-americana, Josué viria a ser titular – uma vez que Donizete estava lesionado – e foi essencial para ajudar o Galo a inverter placares adversos. Se o Atlético levou um chocolate de Newell’s Old Boys e Olimpia em seus respectivos duelos de ida, devolveu o “presente” na volta e com bônus nas penalidades, sagrando-se campeão.

Em 2014, novos chocolates na Copa do Brasil, a destacar as goleadas sobre Corinthians e Flamengo, ambas por 4 a 1 e com sabores muito especiais. Mas as oitavas ante o Palmeiras e a final diante do Cruzeiro também contaram com Josué como um dos responsáveis pela receita do título.

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“Já vivenciei muitas emoções no futebol, mas desse jeito, aqui no Atlético, nunca tinha vivido”, disse Josué, após o triunfo perante o Flamengo.

É verdade que a despedida foi outro chocolate, só que com gosto amargo para ele: o Galo levou 4 a 1 do Sport, na 111ª vez que o volante entrou em campo pelo alvinegro. 

Mas o saldo total foi muito positivo. Em três anos, o jogador comemorou cinco títulos: Libertadores de 2013, Copa do Brasil de 2014, Recopa de 2014 e Mineiro de 2013 e 2015. Talvez por isso seja tão emblemático que foi numa Páscoa que Josué começou a colaborar com o clube em seu “renascimento” no futebol.

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