A atuação do árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva, no clássico com o Cruzeiro, nessa quarta-feira (2), causou revolta no América.

Comissão técnica, diretoria e treinadores, além da torcida alviverde, reclamam de dois lances capitais, logo no início do jogo, que mudaram o rumo da partida.

Aos três minutos, Dewson deixou de dar um pênalti para o América, após toque de mão de Adriano. Nove minutos depois, ele assinalou uma penalidade para a Raposa, de forma equivocada, já que Messias não cometeu falta em cima de Pottker. Sóbis converteu e colocou os celestes em vantagem.

Logo após o apito final, Anderson Racilan, membro do Conselho de Administração do América, partiu para cima do quarteto de arbitragem, que se dirigia ao vestiário, e precisou ser contido por seguranças do Coelho.

Muito exaltado, o dirigente afirmou, inclusive, que o árbitro merecia até "uns tapas" pela atuação no clássico.

Salum vai à CBF

Após o duelo, que terminou com a vitória da Raposa por 2 a 1, o presidente do América, Marcus Salum, desabafou sobre a atuação de Dewson.

"É muito desanimador  para  um dirigente ver o que aconteceu hoje no Independência. Um juiz do nível desse senhor, vir a Belo Horizonte e não dar um pênalti claro que o Brasil todo viu. O pênalti (para o Cruzeiro) o Messias nem encostou no jogador, tirou a perna, e o jogador pulou na frente do Messias. E ser complacente com a quantidade falta que o Cruzeiro fez, sem expulsar ninguém, e com a cera. Faltando três minutos (para acabar o jogo), começa a dar cartão, fingindo que tá coibindo a cera", disse Salum, em entrevista à rádio Itatiaia.

Em seguida, o mandatário afirmou que vai procurar o presidente da CBF, Rogério Caboclo, para tratar sobre as arbitragens nos jogos do Coelho.

"Já entramos com um ofício em dois jogos, já conversei com o Gaciba (Leonardo, chefe da comissão de arbitragem da CBF) pessoalmente, já conversei com o presidente da Federação Mineira, tem alguma coisa estranha, os erros contra o América estão muito coincidentes. Vamos ter que conversar acima do Gaciba, conversar com o presidente da CBF e pedir uma providência, porque está muito esquisito. São cinco jogos seguidos, está difícil", completou o dirigente.

Sem coletiva

Quem também se manifestou em nome do América foi o diretor de futebol Paulo Bracks. Em pronunciamento na sala de imprensa do Horto, o dirigente afirmou que Lisca não iria conceder entrevista coletiva e reiterou o repúdio do Coelho com a atuação de Dewson Freitas.

A pergunta que eu faço em nome do clube é: Por Que o América foi punido e desrespeitado pela arbitragem hoje, no Independência? Meu vestiário não tem condições de vir aqui, meu treinador não tem condições de vir aqui. Já reclamou (Lisca), com razão, de jogos passados. Confrontos que houve, ao nosso ver, inequívocos erros de arbitragem. Conversamos na CBF, enviamos ofício, e ai? Nosso vestiário está em repúdio, em revolta, com o desrespeito que aconteceu aqui hoje".