Faltando menos de sete meses para o início da Olimpíada, a prefeitura do Rio resolveu romper o contrato com o consórcio responsável pelas obras do Centro de Tênis, que já teve sua quadra central foi inaugurada. Em dezembro, mais de 200 funcionários da obra foram demitidos, sem, contudo, receberem a verba rescisória e o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

A rescisão com o consórcio foi publicada no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, com base em legislação federal. A prefeitura se baseia nos incisos que justificam a ruptura contratual em casos de "não cumprimento ou cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos", "lentidão do seu cumprimento, levando a administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra nos prazos estipulados", "paralisação da obra sem justa causa" e "cometimento reiterado de faltas na sua execução".

Ao determinar a rescisão do contrato com o consórcio, a prefeitura também estipulou multa de R$ 11 milhões à empresa formada pelas construtoras Ibeg, Tangran e Damiani. A Ibeg passa por dificuldades financeiras e está com problemas para finalizar obras no lado sul do Complexo de Deodoro.

Na última terça-feira, o prefeito Eduardo Paes anunciou iria pagar a rescisão dos operários e depois descontaria do valor que deve ser repassado à construtora pela obra. Antes, os operários demitidos realizaram pelo menos três protestos nos primeiros dias do ano no Parque Olímpico.

O Centro de Tênis tem uma quadra central e duas secundárias permanentes, além de outras 13 provisórias que serão construídas para a Olimpíada uma ao lado da outra, sendo sete com capacidade para 250 espectadores cada e outras seis de aquecimento. Em dezembro, as obras do complexo estavam em 90% prontas, faltando finalizar as quadras de apoio, que terão capacidade para 2 e 3 mil espectadores.

O chamada quadra central, que tem capacidade para 10 mil espectadores, já foi utilizada para o evento-teste do tênis, em dezembro. O local foi visitado pela reportagem da Agência Estado também em dezembro e a parte de construção civil parecia muito perto de ser finalizada. Alguns ajustes ainda seriam feitos, como a troca de todas as cadeiras, por modelos mais resistes do que aqueles provisórios utilizados no evento-teste. As quadras secundárias, entretanto, ainda estavam "cruas".