O fim pandemia do novo coronavírus, assim como o retorno aos campeonatos no Brasil, ainda não têm data certa para acontecer. Contudo, América, Atlético e Cruzeiro optaram por não esperar mais e, com a autorização do poder público, retornaram às atividades, visando dar condicionamento físico aos atletas e, consequentemente, minimizar a falta de entrosamento quando a bola voltar a rolar.

 No próximo dia 10, o presidente da Federação Mineira de Futebol, Adriano Aro, irá se reunir com autoridades da Secretaria de Saúde para tentar viabilizar o retorno do Campeonato Mineiro, que ainda tem duas rodadas para encerrar a primeira fase. Uma das ideias é que, a partir das semifinais, as partidas sejam disputadas em jogo único; assim, ao invés de seis datas, o Mineiro teria apenas mais quatro pela frente.

Além de pensarem na parte técnica e também no título, os clubes da capital têm interesse maior na disputa do Regional. Galo e Raposa, por exemplo, receberam mais de R$ 14 milhões de cota da televisão; o Coelho, R$ 4 milhões;  
Sem receitas devido à pandemia, a trio vê como excelente oportunidade a volta do Estadual, temendo que sejam obrigados a devolver parte do dinheiro recebido de forma antecipada, caso não seja concluído.

Realidade no país e nos quatro cantos do mundo, a suspensão ou redução dos ganhos com patrocinadores, também assola as terras mineiras. Além disso, a quase certeza de portões fechados quando a competição reiniciar é outra pedra no caminho dos Gigantes e também dos clubes do interior.

Puxando a fila, o Atlético retornou às atividades há nove dias. O clube teve aval da prefeitura de Vespasiano, município que está localizada a Cidade do Galo.

Já América e Cruzeiro iniciaram os trabalhos apenas nesta semana; o alviverde na segunda-feira e o celeste na tarde de ontem. O Coelho recebeu autorização da prefeitura de Contagem e a Raposa teve o "okay" do prefeito Alexandre Kalil.

Cabe lembrar que, apesar de quebrarem o hiato de quase 70 dias sem treinamentos, o trio dividiu os atletas em pequenos grupos e, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde, ainda não podem executar os tradicionais coletivos. Por enquanto, a prioridade é no aprimoramento da parte física dos atletas e em pequenos trabalhos técnicos e táticos.