“A partida mais importante da história do La Equidad”. O próprio clube colombiano deixa claro valor do confronto de hoje, com o Atlético, e não há exageros na afirmação.

Num país e mais especificamente, numa cidade (Bogotá) apaixonada por futebol, o Club Deportivo La Equidad Seguros é a novidade em meio à rivalidade entre Millonarios e Independiente Santa Fé, dois times mais tradicionais da capital.

A equipe surgiu em 1982, disputando campeonatos amadores, e se profissionalizou apenas em 2003, conquistando o título da Segunda Divisão e chegando pela primeira vez à elite (Liga Águila).

Neste curto espaço de tempo, “El Asegurador” (o segurador, em referência à empresa que deu origem ao clube) foi duas vezes vice-campeão colombiano e por três vezes esteve na Copa Sul-Americana.

Até 2012 não havia conseguido superar a primeira fase mas, no ano seguinte, alcançou as oitavas de final, caindo diante dos argentinos do Vélez Sarsfield.
Se a campanha deste ano na competição já é a melhor do time, a ideia é chegar ainda mais longe, mesmo diante de um campeão da Libertadores.

Num momento de entressafra do futebol colombiano, coube ao calouro a condição de único a chegar tão longe numa competição internacional na temporada.
E com uma torcida ainda modesta e o desafio (exigência do regulamento) de jogar num palco maior do que o Metropolitano de Techo, onde atua normalmente, não será de estranhar que o verde e o branco do uniforme ganhem, no El Campín, a companhia de camisas amarelas. A diretoria fez promoção e conclamou torcedores de outras equipes a empurrar o time com a cor da seleção nacional.

Mudança
O técnico Humberto Sierra mexe no time em relação ao confronto de terça passada, no Independência, e não apenas por conta da expulsão de Ethan González.
Em seu lugar, como homem de referência no ataque, atuará Carlos Peralta, que entrou em BH. Já o meia Palomeque dá lugar a Neider Barona. No banco, Sierra guarda o jogador mais experiente do grupo, o meia uruguaio Matias Míer, ex-Universidad Catolica.