Mesmo com sete modificações em relação ao time titular que foi eliminado pelo surpreendente Al Ain nas semifinais, o River Plate confirmou o seu favoritismo ao golear o Kashima Antlers, do Japão, por 4 a 0, neste sábado (22), em Abu Dabi, e garantir a terceira posição do Mundial de Clubes da Fifa.

O triunfo, consumado com gols de Zuculini, Pity Martínez (duas vezes) e Borré, foi um consolo para os atuais campeões da Copa Libertadores, que na última terça-feira empataram por 2 a 2 com os anfitriões da competição realizada nos Emirados Árabes Unidos e acabaram sendo eliminados na disputa por pênaltis.

Já o Kashima havia sido superada pelo Real Madrid na outra semifinal, na quarta-feira, por 3 a 1, e assim fechou a sua campanha em quarto lugar e sem conseguir repetir o feito dos também japoneses Urawa Red Diamonds, Gamba Osaka e Sanfrecce Hiroshima, que conquistaram a terceira posição do Mundial sob chancela da Fifa nas respectivas edições de 2007, 2008 e 2015 do torneio. O Kashima, entretanto, fez história em 2016 com um surpreendente vice-campeonato, só caindo na decisão diante do mesmo Real Madrid.

Para o River, a vitória deste sábado também foi um fim digno de campanha para a sua torcida, que compareceu em ótimo número Zayed Sports City Stadium, que às 14h30 (de Brasília) deste sábado terá a decisão do título entre Real e Al Ain.

Agora, resta ao time também comemorar no Monumental de Núñez o título da Libertadores na grande festa que está marcada para acontecer neste domingo no estádio do clube. Será a primeira oportunidade da equipe de comemorar o título em solo argentino, pois o confronto de volta da final da Libertadores foi realizado em Madri depois dos adiamentos provocados pelos ataques ao ônibus do Boca poucas horas antes da partida que seria realizada no Monumental de Núñez.

O JOGO

 Um dia antes da partida deste sábado, o técnico Marcelo Gallardo disse que ele e seus jogadores "não viam a hora de voltar para Buenos Aires". E o clima de "fim de feira" para a equipe argentina ficou claro com o fato de que o treinador escalou o seu time com uma formação repleta de jogadores considerados reservas.

Já o Kashima, com uma motivação maior para buscar a terceira posição, tratou de ir buscar a vitória desde o início e por muito pouco não abriu o placar aos 10 minutos. Após escanteio batido pela direita e uma bola desviada de cabeça, Seung-Hyun recebeu na pequena área e desviou para a bola bater na trave e depois o goleiro Germán Lux evitar o gol ao espalmar a bola na linha de sua meta.

O mesmo Lux voltou a trabalhar em chute do brasileiro Serginho aos 14 minutos e o time japonês chegou a dar a impressão de que poderia surpreender o River, mas logo este cenário mudou de figura. Um minuto depois de Seung-Hyun Jung quase marcar contra após cruzamento da direita, o time argentino abriu o placar no lance ofensivo seguinte. De la Cruz cobrou escanteio da direita e Zuculini subiu para cabecear e ver a bola tocar na trave e entrar no gol japonês, aos 23 minutos.

O gol foi tomado por Sogahata, que havia acabado de entrar no lugar de Kwoun, que se lesionou em uma divida com Borré no início do confronto. A partir dali, o River quase ampliou aos 25 em chute de Álvarez que exigiu ótima defesa de Sogahata, que voltaria a evitar um gol em cobrança de falta de De La Cruz.

O Kashima, entretanto, era perigoso quando atacava e acertou o travessão em chute de Anzai aos 43 minutos, mas o River segurou para ir ao intervalo em vantagem. E, logo após a pausa, o time voltou para o segundo tempo com as entradas de Ignacio Fernández e Quintero para as saídas de Palacios e Jorge Moreira.

Aos 15 minutos, por sua vez, Borré chegou a marcar após receber passe de Quintero, mas o jogador estava impedido por muito pouco, apenas com o tronco à frente do último defensor do Kashima, e o lance acabou sendo impugnado.

Valente, o Kashima quase empatou o jogo aos 17 minutos com Shoma Doi finalizando cara a cara com Lux e exigindo boa defesa do argentino. Porém, foi só um prenúncio de reação que não se concretizou e que começou a ser transformado em goleada por meio de Pity Martínez, que entrou no lugar de De La Cruz aos 23.

Foi justamente Martínez que completou para as redes uma bela trama do ataque do River, aos 27 minutos, após passe de Álvarez para ampliar para 2 a 0. E aos 33, em um contra-ataque, Borré desperdiçou uma ótima oportunidade de fazer 3 a 0.

Sem sorte, o Kashima voltaria a acertar o travessão por duas vezes, primeiro em chute de Doi, aos 38 minutos, e depois em falta cobrada por Nagai, aos 41. E já aos 42, Borré foi derrubado por Inukai dentro da área e o juiz deu pênalti. O mesmo Borré cobrou para abrir 3 a 0.

Mesmo depois do terceiro gol, o River seguiu pressionando e desperdiçou outras chances, mas a goleada foi garantida graças a uma pintura desenhada por Pity Martínez em Abu Dabi. Ele recebeu a bola pela esquerda, se livrou de dois marcadores e, ao ver o goleiro Sogahata adiantado, deu um lindo toque de cobertura para fazer um golaço e decretar o 4 a 0, nos acréscimos, aos 47 minutos.

FICHA TÉCNICA

KASHIMA ANTLERS 0 x 4 RIVER PLATE

KASHIMA ANTLERS - Kwoun (Sogahata); Uchida (Ogasawara), Seung-Hyeon Jung, Inukai e Anzai; Leo Silva, Endo (Nishi) e Hiroaki Abe; Serginho e Shoma Doi. Técnico: Go Oiwa.

RIVER PLATE - Germán Lux; Moreira (Quintero), Martínez Quarta, Pinola e Casco; Zuculini, De La Cruz (Pity Martínez), Camilo Mayada e Palacios (Ignacio Fernández); Julián Álvarez e Santos Borré. Técnico: Marcelo Gallardo.

GOLS - Zuculini, aos 23 minutos do primeiro tempo; Pity Martínez, aos 27 e aos 47, e Borré, aos 42 do segundo.

ÁRBITRO - Gianluca Rocchi (Fifa/Itália).

CARTÕES AMARELOS - Inukai e Abe (Kashima Antlers); Casco, Martínez Quarta e Pinola (River Plate).

ÁRBITRO - Gianluca Rocchi (Fifa/Itália).

PÚBLICO E RENDA - Não disponíveis.

LOCAL - Zayed Sports City Stadium, em Abu Dabi (Emirados Árabes Unidos).