Em março de 2019, Rodriguinho vivia uma fase “on fire” pelo Cruzeiro. Eram cinco gols em sete jogos; um início avassalador, como ele próprio fazia questão de exaltar. "Nunca tive a oportunidade de começar minha trajetória em um clube desta forma, como está sendo aqui (...) O Cruzeiro é um time campeão que nos dá essa condição”, afirmou em entrevista à Fox Sports, na época. A fase celeste mudou, assim como o discurso do atleta.

Fora de grande parte da temporada passada, por conta de uma série de problemas de ordem médica, Rodriguinho viu a Raposa cair para a Série B do Brasileiro e deixou o clube após algumas partidas em 2020. Em tom de brincadeira, numa entrevista à ESPN, disse não esperava estar numa “barca furada”.

“O Edilson (lateral) me ligou bastante para eu ir para o Cruzeiro. Ele falava que era maravilhoso, bom demais e tal. Eu fui animadão. Até hoje eu brinco com ele e falo: ‘Poxa, Ed, você é meu amigo e me colocou numa barca furada’”, afirmou.

“Não tinha como imaginar o que ia acontecer. Tinham três clubes que poderiam me trazer do Egito: Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras. O Cruzeiro seria a melhor opção. A gente só não saberia que teria uma surpresinha no final igual Kinder Ovo”, complementou o meia, atualmente no Bahia.

Depois, em tom mais sério, falou sobre o ambiente ruim que se apossou da Toca. “O Mano saiu antes de explodir toda a bomba. Ele já tinha três anos de clube, já estava há muito tempo com os caras, ficou desgastado e saiu. Mas sem problema algum. Quando chegou o Rogério (Ceni), ele teve um grande problema com vários atletas que estavam lá. Começou a piorar a situação. Aí o salário começou a atrasar, funcionário começou a reclamar, jogador começou a reclamar de treinador e diretoria”, relatou.

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