A entrevista coletiva prevista para a terça-feira na Cidade do Galo era do atacante argentino Franco di Santo mas, depois dela, o diretor de futebol alvinegro Rui Costa se pronunciou sobre mais um episódio envolvendo o meia-atacante argentino Cazares – o equatoriano é acusado de tentar agredir duas mulheres domingo, em Lagoa Santa, depois da derrota para o Botafogo, no Rio.

"Nós esperamos o inquérito ser aberto para nos pronunciarmos. Não era momento para qualquer tipo de celebração e isso foi passado ao atleta. Esse tipo de acontecimento acaba refletindo no clube, no restante do grupo, nos patrocinadores, todos acabam sendo cobrados. Conversei com o advogado do jogador, com o Cazares, lembrei que é um gesto começa em âmbito privado, mas traz repercussões a ele e também ao clube. Ele está ciente de que todas as ações dessa magnitude tem consequências internas e externas. Vamos aguardar as conclusões dos fatos e do inquérito para saber os desdobramentos e quais serão as consequência internas e externas, mas o atleta sabe que essa conduta não pode acontecer porque gera um desgaste muito grande.  Por enquanto ele segue treinando normalmente, como profissional que é", afirmou Costa.

Sem citar nomes, ele lembrou ainda do episódio envolvendo Neymar, inicialmente acusado de violência sexual, mas que acabou inocentado pelas investigações. "Vivemos um episódio recentemente com uma grande figura do futebol mundial em que se fizeram vários pré-julgamentos e agora vemos que, quem hora denunciava, agora é denunciado.  Não podemos fazer pré-julgamentos do atleta, assim como também não podemos fazer pré-julgamentos de quem denuncia".

Leia mais: 'Não há elementos mais contundentes', diz delegado sobre acusação de estupro contra Cazares