Certeza envolvendo o futuro e a Fórmula 1, por enquanto, apenas uma: a de que é necessário ficar entre os três primeiros no campeonato da F-2, que começa hoje, no Barein, para ter direito à Superlicença, documento que permite competir na categoria máxima do automobilismo mundial.

Algo que está longe de ser novidade para o mineiro Sérgio Sette Câmara, assim como também não é fonte de pressão extra.

Em seu terceiro ano no campeonato de acesso, ele tem finalmente, na equipe francesa DAMS, a combinação entre o status de aposta ao título e um equipamento de ponta, que permita brigar pelos primeiros lugares. Trabalho e preparação não faltaram para o que o desfecho seja o esperado.

Se haverá vagas ou oportunidades para levar o Brasil de volta ao circo em 2020 é algo que não passa no momento pela cabeça, apesar da chance como piloto de desenvolvimento da McLaren.

A concentração é total para um desafio de 12 etapas e 24 corridas que praticamente não permite erros. Ser constante é fundamental, ainda mais com o formato do campeonato – na prova de domingo, mais curta, o vencedor da véspera é obrigado a largar em oitavo com a inversão das primeiras quatro filas, o que torna muito difícil repetir a façanha e ir duas vezes ao alto do pódio na maioria dos circuitos.

O adversário que mais chama a atenção, ao menos até agora, é o diminuto holandês Nyck De Vries (ART), em seu quarto ano na categoria, e vindo de um desempenho igualmente animador na pré-temporada.

“Procuramos trabalhar muito nos detalhes e evoluímos bastante quando testamos na pista em condições de qualificação e corrida. Estou satisfeito e animado com o que fizemos, embora só agora seja possível ver a força de cada carro e equipe”, afirmou.

Candidato a atrair as atenções entre os 20 inscritos já há: Mick Schumacher. O filho de Michael chega à F-2 como campeão europeu de F-3, numa equipe forte (Prema), mas é prematuro afirmar se será candidato ao título já em seu primeiro ano.

Ouça, no site Racemotor, a expectativa do piloto mineiro para o campeonato.