'Só apanho', diz secretário-geral da CBF reclama de críticas da imprensa

Agência Estado
07/05/2015 às 17:18.
Atualizado em 16/11/2021 às 23:56

Secretário-geral da CBF, o ex-deputado Walter Feldman reclamou das críticas que a instituição vem recebendo da imprensa especializada. Ele disse estar há apenas 20 dias no cargo e que, desde então, "só apanha". "Em nenhum momento aqui faço crítica à liberdade de imprensa, mas a liberdade de imprensa não pode ser somente para destruir", afirmou Feldman em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (7).

Feldman personalizou suas críticas citando diversas vezes o jornalista Juca Kfouri. "São 20 dias de gestão. Em qualquer governo, a oposição espera 100 dias para começar as críticas contumazes e ferozes. A nós não foi permitido nenhum dia, nada. (...) Estou há 20 dias na gestão, só apanho por conta do fato de estar hoje ao lado dos dirigentes do futebol brasileiro. Não há nem um momento de complacência, um período de adaptação. É imediato", reclamou o secretário-geral da CBF nesta gestão de Marco Polo Del Nero, que assumiu a presidência da instituição no dia 16 de abril.

"Estou aguardando algum elogio, alguma manifestação, algum agrado em relação pelo menos a alguma medida positiva que os dirigentes do futebol brasileiro estão fazendo", afirmou, saindo em defesa dos cartolas. "Os problemas do futebol são muitos. É equívoco direcioná-los à qualidade dos dirigentes. Os problemas são muito mais profundos", disse.

Feldman disse que "a seleção brasileira vai bem", mas que os "críticos" apenas fazem menção à derrota do Brasil para a Alemanha, por 7 a 1, na Copa do Mundo de 2014. "Destruir um patrimônio como o futebol não faz bem para o Brasil", afirmou. "O futebol brasileiro não explodiu, não explodirá. Há movimentos de implosão."

O secretário-geral da CBF anunciou que Del Nero pretende lançar um site para que torcedores contribuam com sugestões para melhorar o futebol brasileiro.

CRÍTICAS À MP - Em sua participação na audiência para "debater as medidas e propostas para a modernização da gestão e a responsabilidade fiscal das entidades desportivas profissionais no Brasil", Feldman criticou a MP 671, que estabelece regras de responsabilidade fiscal para o futebol brasileiro.

Feldman considerou a Medida Provisória publicada em março deste ano uma "intervenção". "Há uma independência e autonomia na Constituição e na legislação brasileira que permite que as entidades criem os seus sistemas de modernização, de absorção de novos elementos. Não será através de uma intervenção. Temos balizados fundamentos jurídicos, constitucionais, que levam a crer que a Medida Provisória tem rasgos dramáticos de inconstitucionalidade que não podem aqui ser admitidos", afirmou.
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