As reclamações do Atlético, destinadas à arbitragem do empate em 1 a 1 com a Chapecoense, no Mineirão, nessa segunda-feira (21), não partiram apenas do técnico Cuca e de jogadores como Hulk. O diretor de futebol do clube alvinegro, Rodrigo Caetano, e o auxiliar Éder Aleixo foram citados na súmula do duelo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

“Fui informado pelo quarto árbitro que ao término da partida, o diretor executivo da equipe do Clube Atlético Mineiro, o sr. Rodrigo Caetano, foi em direção ao quarto árbitro e, com o dedo em riste, disse: ‘você não tem que entender nada, vem aqui só para prejudicar a gente. Você não trabalha mais nos jogos do Atlético, eu já pedi para você não voltar em jogos nossos. Você nunca mais vai trabalhar em jogos nossos’”, consta na súmula do árbitro Rodolpho Toski Marques.

“Ao descermos para o túnel, seguindo ao vestiário, Rodrigo Caetano falou para o quarto arbitro com o dedo em riste: ‘Você precisa sair de Minas para ver como os outros nos tratam lá, você só quer prejudicar a gente’”, continua.

No caso de Éder, o documento informa que o auxiliar “vestido com a camisa do Atlético Mineiro, correu em direção ao quarto árbitro gritando: ‘você é vagabundo, seu filho da p***’. Sendo contido por outros membros da comissão da equipe do Atlético Mineiro”.

Bronca do Galo

Em sua entrevista coletiva, o técnico Cuca disse que Rodolpho Toski Marques não foi bem na partida, afirmando que o árbitro deixou de dar, pelo menos, um pênalti a favor do Atlético. “O lance em cima do Tchê Tchê é pênalti claro. O do Hulk é interpretativo”, comentou o treinador.

O atacante Hulk, ao fim do confronto, se mostrou irritado com o juiz. “Na Europa e no resto do mundo, há diálogo com a arbitragem. Isso não é falta de respeito. Agora, ele (Rodolpho) falar para eu não cair? E o cartão que eu levei não foi merecido, eu não dei carrinho por trás. Todo jogo é a mesma coisa. Não estou levando falta? Está virando marcação já”, desabafou.

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