Reestruturar o América e reconduzir o alviverde à elite do futebol brasileiro é a missão do presidente Marcus Salum, da comissão técnica e dos jogadores para 2019. Há mais de 30 anos lidando com os bastidores do Coelho, o dirigente de 62 anos é o entrevistado deste fim de semana na seção Papo em Dia.

Dos vários assuntos abordados durante a entrevista, um deles foi sobre como fazer para aliviar o caixa e aumentar os recursos nesta temporada. Sem se esquisar, Salum afirmou que, apesar de nunca ter sido um clube vendedor, mas sim formador, é hora de mudar um pouco esta forma de condução.

"O América nunca foi um clube vendedor, mas vamos ter que nos transformar. Nosso maior ativo atualmente é jogador. Por isso estamos lutando pelo Planeta América e por melhorias na base. Estamos nos estruturando para melhorar. Espero que esteja tudo bem avançado nestes dois anos de mandato", explica o cartola.

Questionado se o zagueiro Messias não seria a principal moeda do clube atualmente, Salum concorda, mas afirma que ainda não recebeu proposta convincente para negociar o atleta de 24 anos. Ainda segundo ele, a chance de emprestá-lo ou vender 100% dos direitos é zero.

"Não teve nenhuma boa proposta. A construção da venda do Messias tem dois fatores que precisam ser considerados. Ele pode ser vendido a qualquer hora, desde que recebamos uma proposta que nos atenda. A maioria das propostas que o América recebe é de empréstimo; isso não resolve nosso problema. Queremos um percentual para revenda, pois acreditamos muito no potencial do jogador", destaca Marcus.

Ainda neste contexto, o dirigente do alviverde afirmou que não vê problema algum em negociar Messias com os rivais Atlético e Cruzeiro. O primeiro, inclusive, fez uma sondagem para ter o defensor na Cidade do Galo, antes de anunicar o ex-botafoguense Igor Rabello.

"Não é uma verdade absoluta. Se você pegar o passado,  tem muitos jogadores que foram vendidos para eles, como Wágner, Fred, Gilberto Silva, Gustavo Blanco... Porém, se você me perguntar se, como dirigente, prefiro vender para fora ou para Atlético ou Cruzeiro, não vou ser hipócrita. Prefiro que não vá. Não quero o jogador por perto e a torcida me xingando por ter vendido para um ou outro. Só que não posso fazer escolha, se a proposta for boa", explica Salum.

 "Se eles chegarem de uma proposta real de compra do Messias, ele sai  tranquilamente. Brinco com a mídia que, se tivessem (Atlético) feito a proposta do Igor Rabello - cerca de R$ 13 milhões, com o Botafogo mantendo parte dos direitos do atleta - pelo Messias, o teriam levado. Por que para o Messias tem que ser empréstimo e para o Igor Rabello compra?", finaliza. 

Confira a entrevista completa na seção Papo em Dia deste fim de semana.

salum givanildo