No dia 23 de dezembro do ano passado, um grupo de conselheiros, composto por empresários e advogados – todos eles considerados “fervorosos torcedores” –, adentravam as dependências da Sede do Barro Preto com o intuito de tirar o Cruzeiro do buraco onde as gestões anteriores o enfiaram. Nem três meses se passaram, e essa turma, focada no projeto #reconstrução, foi reconfigurada, em função da saída de alguns nomes de peso, enfrenta muitas dificuldades nos bastidores e, nessa quinta-feira, divergiu quanto à permanência de Adilson Batista no comando técnico da Raposa. (Confira abaixo a cronologia do Conselho Gestor)

Em outras palavras, o Conselho Gestor, antes visto como salvação para muitos torcedores, passa a conviver com críticas e pressões de parte da China Azul, que teme que o clube não consiga montar um plantel qualificado o suficiente para recolocar o time na Série A.

Os resultados ruins no Mineiro (a equipe é a quinta colocada, fora da zona de classificação às semifinais) e na Copa do Brasil (ainda não venceu na competição e perdeu em casa a partida de ida da terceira fase para o CRB) aumentaram a tensão e culminaram em um episódio que ilustra a bagunça que permeia os bastidores do clube.

Nessa quinta, o Conselho Gestor deixou claro que está dividido com relação a Adilson Batista. “Nós só tomamos decisões com o voto da maioria, e essa maioria é a favor da permanência dele (Adilson)”, ressaltou o presidente do grupo, Saulo Fróes, em entrevista ao Hoje em Dia.

Fróes disse que alguns membros do Conselho Gestor solicitam que avaliações sejam feitas em relação ao trabalho de Adilson por causa dos resultados recentes. “Opinião, cada um tem a sua, lógico, mas ninguém foi contra a permanência dele. Apenas citaram resultados que não são favoráveis e pediram para pensar. Mas isso aí (demissão), se for o caso, será para frente; por enquanto a posição nossa é essa (pela permanência)”, explicou.

O gestor de futebol estrelado, Carlos Ferreira, em entrevista na Toca II nessa quinta, afirmou que Conselho Gestor resolveu apostar na permanência de Adilson Batista mesmo diante de resultados que não têm sido favoráveis. 

“Essa permanência se deu pelas dificuldades encontradas pelo Adilson para desenvolver seu trabalho a nível de resultados, que não são os esperados pela torcida, assim como para nós, mas nós confiamos no trabalho dele”, garantiu.

Em suma, a continuidade do trabalho falou mais alto, na visão do Conselho Gestor. Resta saber o que o futuro vai reservar aos celestes. Já diria Adilson: “Vamu aguardá”.

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