Invicto até o presente momento pelo Atlético – foram cinco jogos, com quatro vitórias e um empate -, o técnico Jorge Sampaoli foi aposta da diretoria para recolocar o Atlético no caminho das grandes vitórias e, principalmente conquistas. Em 2017, esta foi a decisão tomada pelo diretor executivo Ramón Rodríguez Verdejo, o Monchi, no Sevilla.

Para entender mais o que o comandante argentino representou na história do clube espanhol, o Hoje em Dia conversou com Juan Antonio Pineda, repórter da Rádio Marca e setorista do alviverde.

“Sampaoli chegou aqui como uma aposta pessoal de Monchi, diretor executivo do Sevilla, e mudou radicalmente a forma de jogar da equipe. Antes dele, o time jogava na defesa e saindo forte no contra-ataque. Com o argentino, Monchi quis dar um diferencial importante ao clube. Trouxe jogadores com um outro perfil, de muito toque e domínio da posse de bola durante as partidas. Já na primeira, ganhou de 6 a 4 do Espanyol, que é um resultado atípico. Defendia bastante mal, mas atacava muito e nos divertia muito. Existia aqui dois lados: um que era muito a favor dele e outro que era totalmente contra. Ele é uma pessoa muito peculiar”, destaca Pineda.

“Durante quatro ou cinco meses, fez um trabalho brilhante, brigando com Real Madrid e Barcelona, inclusive, com a possibilidade de classificação à Liga dos Campeões, o que é algo muito raro aqui em Sevilla. Contudo, mesmo com a quarta colocação e a vaga na Champions, acabou perdendo um pouco o vestiário e a parte física também pesou bastante na reta final da temporada”, acrescenta.

Apesar da eliminação nas oitavas de final para o Leicester, que seria o campeão daquela edição da Liga, o jornalista destaca os valores deixados por Sampaoli.

“O Sevilla chegou às oitavas de final, enfrentando o Leicester, que viria a ganhar a competição, nos pênaltis, mas os ingleses não eram superiores tecnicamente – o que deixou um ar de frustração na equipe. Pessoalmente, foi o técnico que mais me fez curtir o futebol; um jogo de ataque total”, finaliza.